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Henri Borel: Episódio mobilizou debate sobre proteção a crianças e adolescentes no país
Uma homenagem a Henri Borel (2016-2021) --morto quando tinha quatro anos após diversas agressões domésticas-- será realizada antes da partida entre Flamengo e Vasco neste domingo (3) pelo Brasileirão. O público no estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, será convidado a fazer um minuto de silêncio.
A informação foi revelada pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo. O tributo também faz parte de uma iniciativa para chamar atenção para o Dia Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente.
A partida vai ser transmitida pela Globo para o Rio de Janeiro e outros estados, como o Espírito Santo. Em São Paulo, o público vai acompanhar São Paulo e Bahia.
A morte de Henri provocou forte comoção ao revelar um contexto de violência extrema. O laudo pericial apontou 23 lesões pelo corpo, incluindo ferimentos graves no crânio e hemorragia interna, descartando qualquer hipótese de acidente.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelos relatos de sinais prévios de sofrimento e pela impossibilidade de defesa da criança. Respondem pelo crime sua mãe, a professora Monique Medeiros, e o ex-vereador Jairo Santos, conhecido como Dr. Jairinho. Ambos estão presos e aguardam julgamento.
A comoção pública foi impulsionada pela gravidade do crime, pela idade da vítima e pela percepção de falhas nos mecanismos de proteção à infância. O episódio mobilizou debates em todo o país e se tornou um marco na discussão sobre violência doméstica contra crianças.
Como consequência direta, foi criada a Lei Henry Borel, que fortalece medidas de proteção a menores em situação de risco. O caso também levou à criação de um instituto com o nome do menino, voltado ao acolhimento de vítimas e ao apoio técnico em processos de proteção, transformando o impacto da tragédia em ações concretas.
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