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SÓ JORNALISTA

Bonner nem cogitou ir para Entretenimento da Globo: 'Nunca vi talento em mim'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

William Bonner está sorridente e descontraído na bancada do Jornal Nacional

William Bonner no Jornal Nacional; jornalista de carteirinha ou sem talento para entreter?

DANIEL CASTRO e LUCIANO GUARALDO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 5/2/2026 - 17h21

Quando decidiu deixar a bancada do Jornal Nacional e partir em busca de novos desafios profissionais, William Bonner sequer cogitou a hipótese de seguir os passos de Fátima Bernardes e Patrícia Poeta e trocar o Jornalismo da Globo pelo Entretenimento. Segundo o próprio ex-âncora, por um motivo muito simples: "Eu nunca vi em mim talento para isso. E sempre fui um admirador do talento dos nossos colegas de Entretenimento".

A declaração foi data nesta quinta-feira (5), durante conversa da equipe de Jornalismo da Globo com profissionais da imprensa para anunciar as novidades do departamento para 2026. Bonner esteve presente no evento para falar sobre o Globo Repórter, que ele passa a apresentar com Sandra Annenberg no próximo dia 20.

Ele, aliás, transformou sua ida para o programa exibido nas noites de sexta-feira no tema de sua primeira reportagem para a atração --sim, Bonner, não vai ficar apenas no estúdio e arregaçará as mangas para produzir suas edições.

"Esse momento do Globo Repórter para mim, eu não sei se eu consigo expressar para todos os profissionais, mas às vezes a gente escolhe uma profissão ou sonha com ela, às vezes idealiza a profissão, e as coisas dão certo. Você consegue o curso que te habilita para desempenhar aquela profissão, exercer aquela profissão, e aí exerce, e as coisas dão certo. E você constrói amizades, você constrói uma carreira sólida, de que você se orgulha e que é prazerosa", discursou o agora apresentador.

"Mas, em algum momento... É um processo possivelmente neurológico, né? É algo da neurolinguística, nós vamos investigar isso na reportagem... Em algum momento, aquilo que te satisfez ao longo de muito muitos anos para de te satisfazer. E não se trata de você passar a não gostar de fazer o que fazia, não se trata disso. Eu amo o que eu fiz o tempo todo, eu tenho enorme orgulho! Eu vejo o que a equipe do JN segue fazendo e isso me enche de orgulho!", disse.

"Mas o Globo Reporter é a saída desse universo que já não estava mais provocando as borboletas no estômago, ele já não me desafiava mais. Ele me dava prazer, é fato, ele me cansava, é fato... Mas trabalho cansa, vamos falar a verdade, não tem trabalho que não canse, né?", brincou. "Mas ele já não me preenchia, eu já não saía de casa com aquela aquela disposição para encontrar alguma coisa nova", admitiu Bonner. 

"E o Globo Repórter chega para mim e diz o seguinte: 'Olha, não é só a apresentação', que já seria superlegal. 'É mais do que isso'. Eu vou fazer reportagens também. E eu vou poder fazer reportagens sem nenhum compromisso factual, sem a urgência do factual. Eu não quero citar desgraças, mas pense em qualquer tragédia que eu tenha coberto in loco, aquilo me impõe uma urgência de fazer uma reportagem para aquele dia --e, em geral, é triste, é sofrido", entregou o jornalista.

"Não, é você pensar em alguma coisa como isso que eu estou dizendo agora, o momento em que você que desempenha uma certa atividade se pergunta: 'Será que é hora de mudar? Ou será que é hora de parar?'. Isso é uma questão que atormenta milhões de pessoas, e eu sou só um deles. Então eu eu gostei de propor essa pauta, até para ter uma chance de eu compartilhar com o público, em respeito a esse público, as motivações possíveis de alguém que está lá fazendo o que faz, que gosta do que faz."

"Não tem nenhum personagem que nós estamos garimpando para essa reportagem que diga assim: 'Eu não aguentava mais fazer aquilo porque eu não tolerava'. Não tem. Tem pessoas que escolheram a profissão, gostam da profissão, mas chega uma hora e falam: 'Cara, tá, beleza. E agora?'. E como nós estamos vivendo mais tempo, esta é uma questão que se impõe a um número crescente de brasileiros", provocou.


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