A FATURA É O LIMITE!

TV grande é sonho, mas Copa de 2026 é da airfryer, cerveja sem álcool e anteninha

ISTOCK

Torcedores comemoram jogo do Brasil em casa, com bandeira, petiscos e bebidas sobre a mesa.

Brasileiro quer assistir à Copa do Mundo em casa, com petisco na airfryer e cerveja sem álcool

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 20/6/2026 - 10h00

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O televisor novo ainda aparece como "sonho de consumo" de muitos brasileiros para acompanhar a Copa do Mundo, mas ganhou um concorrente de peso em 2026: a airfryer. Às vésperas do torneio, cresceram as buscas por fritadeiras elétricas, anteninhas digitais --usadas para fugir do delay nas transmissões pela internet-- e até cervejas sem álcool.

Um levantamento feito pela Similarweb e pela Conversion mostra que, nos quatro meses que antecederam a Copa do Mundo, o brasileiro começou a preparar a própria sala para virar arquibancada. As buscas por itens ligados à experiência de assistir aos jogos em casa cresceram, com TVs, airfryers e até frigobares entre os produtos mais procurados.

O relatório Tendências de Marketing - Copa do Mundo: IA, Consumo e Busca Digital aponta que as TVs de 50 polegadas seguiram como objeto de desejo, com 249,2 mil buscas entre janeiro e abril de 2026. Mas nenhuma tela venceu a fome: as airfryers dispararam na preferência do público e somaram 658 mil buscas no período.

E não é só a fritura que parte dos brasileiros deseja evitar durante o Mundial. As cervejas sem álcool também entraram no clima da Copa e tiveram alta de 54,5% nas buscas. Em alguns casos, marcas específicas registraram avanço de até 179% na comparação anual.

Veja os itens mais pesquisados no "esquenta" para Copa:

  1. Airfryer (658 mil);
  2. Ar-condicionado (645,3 mil);
  3. TV 50 polegadas (249,2 mil);
  4. Frigobar (222,8 mil);
  5. Caixa de som (188,2 mil);
  6. Álbum da Copa 2026 (141,9 mil);
  7. TV 65 polegadas (111,9 mil);
  8. Freezer horizontal (95,5 mil);
  9. Hambúrguer (88,1 mil);
  10. Cervejeira (85,7 mil).

Delay é um problemão para o brasileiro

Os dados do Google mostram que o brasileiro não quer correr o risco de ouvir o vizinho gritar "gol" antes dele. Nos últimos três meses, as buscas por onde comprar antena digital dispararam e atingiram o pico em 5 de junho --justamente um dia antes do amistoso entre Brasil e Egito.

A preocupação com o delay aparece também em termos mais específicos. A busca por "antena digital da Globo" cresceu 700%, enquanto "antena digital gratuita" avançou 350%. Já "antena portátil de TV" teve alta de 170%, sinal de que muita gente correu para assegurar uma transmissão mais rápida --e sem spoilers vindos da janela ao lado.

Dados da Shopee ainda mostram que as vendas de antena digital dispararam 250% entre maio e junho na plataforma. As vendas já haviam crescido cerca de 40% entre abril e maio, mas aceleraram ainda mais com a proximidade com o torneio --dois dias antes do amistoso entre Brasil e Egito, as buscas aumentaram três vezes.

Brasileiro está engajado e quer gastar

Uma pesquisa da Crowd.DNA, encomendada pela Amazon Ads, mostra que 9 em cada 10 brasileiros estão interessados no mundial, e 74% deles estão "extremamente ou muito engajados". Além disso, Dados da NielsenIQ revelam que 41% priorizam ter comida e bebidas prontas para receber os amigos.

E não há dúvidas de que esta é uma Copa do sofá: 84% dos ouvidos no levantamento planejam assistir aos jogos em casa, o que é considerado pelo mercado como um gatilho de compra para eletrônicos premiums, como TVs de tela grande e soundbars.

TV grande não, gigante

De acordo com um levantamento da consultoria Confi Geotrust divulgado na terça (16), mais de 3 milhões de TVs foram vendidas entre janeiro e junho. Chama a atenção ainda o incremento do preço médio dos aparelhos --que, de 2025 para 2026, aumentou 9,43%.

Em média, o brasileiro gastou R$ 2,7 mil para ter uma TV nova para a Copa. Entre os aparelhos favoritos, estão os de 50 a 59 polegadas (36,6%), mas teve também quem quis investir em televisores acima das 70 polegadas --os quais tiveram um crescimento de 172,2% em relação ao mesmo período de 2025.


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