DE OLHO NA SELEÇÃO

Sem todos os jogos, Globo só deve turbinar cobertura se Brasil avançar na Copa

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Repórter da Globo fala com microfone em estádio vazio antes de jogo de futebol.

O repórter André Galindo no Jornal Nacional: desempenho da Seleção é determinante para Globo

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 12/6/2026 - 7h07

Fonte Preferencial

A Globo vai acompanhar de perto o desempenho da Seleção Brasileira para calibrar a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Se o time avançar às fases decisivas, a emissora poderá ampliar o espaço do Mundial na programação —mesmo sem ter todos os jogos, já que os direitos estão divididos com o SBT e a CazéTV, que exibirá todas as partidas.

De acordo com o colunista Flavio Ricco, do Portal Leo Dias, a quantidade de horas na programação e o número de jogos a serem transmitidos dependem diretamente do Brasil ser bom –ou nem tanto assim– de bola.

Um dos pontos sensíveis é que atual Seleção chega ao torneio como cabeça de chave, mas sem tanta confiança assim: apenas 29% dos brasileiros acreditam no título, de acordo com o DataFolha.

A Globo, de qualquer forma, já abriu o cofre para a Copa do Mundo. A emissora levou até Renata Vasconcellos para os Estados Unidos, um dos palcos do Mundial, de onde a âncora passou a apresentar o Jornal Nacional. A emissora também montou uma das maiores operações entre as TVs internacionais que estarão na América do Norte.

Afinal, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) vai levar em conta a cobertura deste mundial para definir a venda dos direitos para a Copa de 2030, que vai ser disputada em Portugal, Espanha e Marrocos.

O futebol hoje é responsável não só por algumas das maiores audiências da TV aberta como também representa a oportunidade de faturar. A Copa é como se a Globo tivesse um segundo Big Brother Brasil, conhecido justamente pelo seu faturamento bilionário e alto interesse no mercado publicitário, no ano.

Até mesmo amistosos da Seleção são capazes de mobilizar o público, a exemplo da partida contra o Egito no sábado (7), que chegou a ter picos de 40 pontos na Grande São Paulo –uma marca cada vez mais difícil para a TV aberta, que sofre com a competição com o streaming e as redes sociais.


Mais lidas


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.