KARINE ALVES

Repórter da Globo é constrangida ao chegar nos EUA para cobrir a Copa

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Karine Alves no Bom Dia Brasil, uma mulher negra de cabelos cacheados, usando casaco azul-marinho com logo da Globo e Sportv, segurando microfone

Karine Alves no Bom Dia Brasil; repórter relatou ter sido constrangida em aeroporto dos EUA

REDAÇÃO

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Publicado em 9/6/2026 - 10h04

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Karine Alves revelou ter passado por uma situação constrangedora ao desembarcar nos Estados Unidos para a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Ao vivo durante o Bom Dia Brasil desta terça-feira (9), enquanto comentava o rigor adotado pelas autoridades norte-americanas, a repórter da Globo compartilhou que pediram para revistar até seu cabelo no aeroporto.

Diretamente de Nova Jersey, a jornalista falava sobre as restrições enfrentadas por alguns participantes da competição quando decidiu contar um episódio que viveu na chegada ao país. Segundo ela, agentes solicitaram que levantasse o cabelo durante os procedimentos de imigração --algo que relatou só ter sido vivido por outras pessoas negras.

Entenda a notícia:

  • Abordagem na imigração: Durante o Bom Dia Brasil, a repórter Karine Alves revelou ter sido tratada de forma ríspida por agentes nos Estados Unidos, que exigiram que ela levantasse o cabelo ao desembarcar para cobrir a Copa do Mundo.
  • Recorte racial: A jornalista da Globo destacou que o procedimento só foi exigido com ela e que o mesmo episódio constrangedor já foi relatado por várias outras mulheres negras que tentaram entrar em território norte-americano.
  • Clima hostil: O desabafo aconteceu enquanto Karine e a âncora Ana Paula Araújo criticavam o rigor excessivo das autoridades dos EUA, que inclui a revista com detectores de metal na pista do aeroporto para a delegação de Senegal e o veto a torcedores do Irã.

"Quando eu cheguei nos Estados Unidos --estou quebrando aqui o protocolo, mas acho importante a gente falar. Está dentro da legalidade as pessoas serem abordadas para ver se tem alguma coisa, levantar o cabelo, enfim, serem abordadas na hora da imigração e também na revista", iniciou.

Karine explicou que ficou surpresa com a forma como a abordagem aconteceu. "Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o meu cabelo, só que de uma forma um pouco ríspida. E eu fiquei sem ação, mas consegui entender no final de tudo, e levantei meu cabelo", contou.

A jornalista também destacou que já ouviu relatos semelhantes de outras mulheres negras que passaram pelo país. "Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aqui aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, mas que outras colegas não passaram por aqui", acrescentou.

Rigor antes mesmo do início da Copa

O relato surgiu enquanto Karine comentava medidas de segurança adotadas pelos Estados Unidos a poucos dias do início da Copa do Mundo. Durante a entrada ao vivo, a repórter mostrou imagens da chegada da Seleção de Senegal e chamou a atenção para o tratamento recebido pelos integrantes da delegação.

"Estamos vendo a imagem da chegada, e todos estão sendo revistados com detectores de metal ainda na pista do aeroporto. Isso é inconcebível. A Copa nem começou, e a gente já está vendo esse tipo de imagem, as pessoas sendo abordadas dessa forma", afirmou.

Antes disso, a jornalista também havia mencionado dificuldades enfrentadas por outras pessoas ligadas ao torneio. Torcedores do Irã não poderão assistir aos jogos nos Estados Unidos, enquanto um árbitro da Somália chegou a enfrentar problemas para entrar no país apesar de possuir visto válido.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Karine e Ana

Ana Paula Araújo e Karine Alves

Após ouvir o relato da colega, a âncora Ana Paula Araújo avaliou que o clima de recepção aos participantes da Copa tem sido pouco acolhedor.

"De modo geral, o que a gente está vendo é esse clima muito pouco amigável com que delegações, jornalistas, pessoas que vão trabalhar na Copa estão sendo recebidas aí nos Estados Unidos, infelizmente", observou a apresentadora.


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