A gente manda.
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Depois manda a real pra todo mundo.
MARIANA SPINELLI
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Mariana Spinelli em cobertura da Ge TV; jornalista falou da pressão e cobrança por ser mulher
Mariana Spinelli afirmou que sente o peso de representar outras mulheres no jornalismo esportivo enquanto se prepara para cobrir sua primeira Copa do Mundo masculina pela Globo. Aos 28 anos, a apresentadora embarcou para os Estados Unidos como integrante da equipe da Ge TV e refletiu sobre os desafios enfrentados por profissionais mulheres em um ambiente historicamente dominado por homens.
A jornalista avaliou que a cobrança sobre mulheres costuma ser maior do que a direcionada aos colegas homens. Segundo ela, qualquer deslize feminino acaba sendo tratado de forma coletiva.
Entenda a notícia:
"Enquanto mulher, acabamos sempre nos cobrando mais, porque não respondemos só por nós mesmas. O homem tem o privilégio de, caso fale uma besteira, responder só por ele. Se eu falo uma besteira, 'as mulheres erraram' e 'falaram besteira sobre futebol'", declarou em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.
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André Felipe, Mariana Spinelli e Fred em entrevista com Caio Suassuna
Mariana explicou que carrega um certo peso em relação às profissionais que abriram caminho no setor e também às que ainda chegarão ao mercado. Apesar disso, assegurou que encara a oportunidade com serenidade e confiança no trabalho realizado até aqui.
"Temos esse senso de responsabilidade coletiva pelas que estão e pelas que estão vindo. Ao mesmo tempo, eu já vivi tanta coisa, mesmo ainda no início da carreira, que eu tenho uma certa serenidade. O que está ao meu alcance eu estou fazendo", afirmou.
Além dos desafios profissionais, Mariana também comentou sobre a exposição da vida pessoal nas redes sociais. A jornalista mantém um relacionamento de quatro anos com Thamara e costuma compartilhar momentos do casal com os seguidores.
Ela revelou que, no início do namoro, chegou a perder milhares de seguidores sempre que publicava fotos ao lado da companheira. Em vez de se incomodar com a reação, preferiu enxergar a situação de outra forma.
"Eu fazia uma postagem com ela e recebia três, quatro mil unfollows. Mas eu não via isso como uma coisa negativa. Eu pensava: 'Que bom que essas pessoas estão saindo. Se elas não compactuam com o que eu sou, não têm que me seguir mesmo'. É uma seleção natural", destacou.
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A apresentadora afirmou que conseguiu construir uma comunidade mais saudável nas redes ao longo dos anos e que comentários preconceituosos não a afetam. Segundo ela, ataques relacionados à sua orientação sexual são esporádicos.
"Acho que a mulher no esporte ainda tem minimamente mais aceitação do que um homem gay, porque isso bate na masculinidade do homem. Mas, uma vez ou outra, alguém comenta 'macho' ou 'sapatona'. E eu falo: 'Sim, gente, eu sou sapatona mesmo'", disparou.
"Eu não vejo o ato de me chamar pela minha sexualidade como uma agressão. Eu sou quem eu sou. Se a pessoa vê dessa forma, é muito mais problema dela do que meu. Não me atinge. Eu sou muito segura de quem eu sou", concluiu.
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