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AFILIADA DO SBT
Reprodução/TV Globo

Caetano Veloso foi xingado de 'pedófilo' em um programa da TV Alterosa, afiliada do SBT em MG
O cantor Caetano Veloso venceu uma ação judicial contra a TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, e os apresentadores Ricardo Carlini e Éder Roberto Gomes. O processo foi motivado por comentários dos profissionais durante um programa exibido em 2017, em que até de "pedófilo" o artista foi chamado.
As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A emissora e os apresentadores foram condenados a pagar R$ 140 mil, corrigido monetariamente e com juros de 1% ao mês.
As ofensas foram proferidas durante o programa TV Verdade. Além de "pedófilo", Veloso foi chamado de "estuprador" e "vagabundo". Os apresentadoras ainda disseram que o baiano "deveria estar na cadeia" e vive "vampirando o povo", às custas da Lei Rouanet.
Também houve espaço para comentários pejorativos sobre Paula Lavigne, empresária de Veloso e mulher dele há 40 anos, entre idas e vindas na relação. Ela foi xingada de "lixo", "peste" e "maconheira dos infernos".
Não é a primeira vez que Veloso obtém vitória em uma ação por ser associado à pedofilia. Também em 2017, a Justiça do Rio de Janeiro expediu liminares que obrigavam Alexandre Frota e dirigentes do MBL (Movimento Brasil Livre) a retirarem do ar postagens ofensivas sobre o cantor.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o juiz entendeu que houve "abuso do direito à livre expressão". Na ocasião, o cancioneiro foi chamado de "171" e "ladrão", e as postagens mencionavam "suposto ato de pedofilia".
Veloso passou a ser alvo de comentários do tipo depois que Paula revelou publicamente que ainda era menor de idade quando teve a primeira relação sexual com o cantor. A declaração foi dada à revista Playboy, em 1998.
O Notícias da TV tenta contato com a TV Alterosa e com a equipe de Veloso para comentar a decisão judicial, mas ainda não obteve sucesso. O texto será atualizado se houver retorno das partes.
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