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ENTREVISTA
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Vítor diCastro em foto do Instagram; artista abriu o coração sobre vulnerabilidade como artista LGBT+
Ator, comunicador e apresentador, Vítor diCastro acredita que artistas LGBTQIA+ sofrem pressões mais intensas e fala abertamente sobre suas inseguranças profissionais. Em entrevista ao Notícias da TV, ele admite que o medo do fracasso ainda o acompanha, mesmo com uma trajetória consolidada, e avalia que profissionais gays precisam se provar mais para ocupar espaço.
"Eu sempre tenho o medo do fracasso", confessa. "E é um negócio muito doido, né? Porque eu sou palhaço também, e o palhaço trabalha com fracasso. Eu sei rir do meu próprio fracasso, mas ele é o meu medo", dispara.
O artista, que já fez parte do casting da Globo no Carnaval de 2025 e no Mesacast BBB, confessa que a insegurança aparece especialmente quando coloca novos projetos no mundo.
"Toda vez que eu faço alguma coisa, eu faço com muito esmero para tentar acertar. Eu estou sempre tentando acertar, sempre tentando o sucesso em tudo que eu faço", explica.
"Eu, como sou um artista que está sempre colocando coisas no mundo, quero que essas coisas sejam vistas, quero que elas sejam aclamadas também", complementa ele.
Ao falar sobre o mercado, Vitor DiCastro avalia que quem é LGBTQIA+ enfrenta uma cobrança maior. "Eu sinto que artistas LGBTs precisam se provar mais", declara. Para ele, existe um "rebaixamento no imaginário" que coloca esses profissionais em uma "caixinha" sobre o que podem ou devem fazer.
O ator também aponta que a pressão começa cedo. "A gente se prova mais desde adolescente, desde criança. A gente tem que estudar mais, tem que ser mais inteligente, tem que saber fazer outras coisas", afirma.
Ele ainda destaca que, muitas vezes, artistas gays precisam produzir os próprios trabalhos porque nem sempre são convidados para projetos que consideram interessantes.
Vitor também menciona uma cobrança interna dentro da própria comunidade. "Entre nós, os próprios LGBTs, cobramos mais excelência. Principalmente entre homens gays, existe uma competitividade também", avalia.
Apesar das dificuldades, ele reconhece que essa exigência acaba impulsionando talentos. "É por isso que a gente tem artistas LGBTs tão surreais, tão incríveis, fazendo trabalhos maravilhosos... Porque por trás você tem uma pessoa que precisou se provar muitas vezes", destaca.
Em março, Vitor estreia o musical Liberdade, Liberdade, no Espaço Cia da Revista, em São Paulo. Paralelamente, segue em cartaz com Intenso - Meu Retorno de Saturno, seu primeiro solo teatral, que marca sua volta aos palcos.
O medo do fracasso não o impede de ter uma carreira sólida, apostar em novos projetos e ter ambições sobre o futuro. "O céu é o limite", resume. "Eu sonho alcançar um lugar de referência e de respeito, de credibilidade, onde eu possa escolher bem os projetos e criar mais."
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