ACUSADO DE HOMOFOBIA

Virou caso de polícia: Streamer que hostilizou João Victor Gonçalves é intimado

Reprodução/Instagram

Montagem mostra os rostos de GH Rell RJ e João Victor Gonçalves

GH Rell RJ e João Victor Gonçalves vão prestar depoimento; streamer foi acusado de homofobia

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 7/9/2026 - 14h35

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou Jean Almeida Hilário, o streamer GH Rell RJ, acusado de homofobia após uma abordagem hostil ao ator João Victor Gonçalves na última quinta-feira (3). O caso será investigado pela Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

Ao Notícias da TV, a Polícia Civil confirmou ter aberto uma investigação. "A Decradi tomou conhecimento dos fatos e instaurou investigação para apurar as circunstâncias do caso. As diligências estão em andamento e a investigação segue sob sigilo", declarou o órgão em nota.

Segundo informações do portal G1, o streamer tem 19 anos e mora em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense. Gonçalves também será chamado para dar depoimento. Enquanto Hilário deve ser ouvido na Decradi, o ator prestará esclarecimentos na Delegacia de Atendimento ao Turista.

Na abordagem, exibida ao vivo por uma plataforma, Hilário e um grupo de amigos seguem Gonçalves, que caminha sozinho pela rua. Visivelmente acuado, o ator aperta o passo e tenta fugir. Eles fazem comentários pejorativos sobre a aparência e a roupa do artista. O streamer chegou a definir o conteúdo como "entretenimento".

Ainda de acordo com o G1, a Polícia Civil não descarta apurar uma acusação de racismo contra Gonçalves levantada pelo streamer. O ator admitiu ter tido medo de um assalto após a abordagem do grupo.

A investigação vai analisar separadamente as acusações dos envolvidos. A polícia deve apurar se houve crime de homofobia nas falas de Hilário e a acusação de racismo contra Gonçalves será analisada a depender dos depoimentos.

Em nota, os advogados de Gonçalves, Gustavo Polido e Andressa Knapp, negaram "conotação discriminatória" na fala do cliente. "Trata-se de reação legítima de autoproteção, plenamente justificável diante do contexto fático: ausência de segurança no local, superioridade numérica dos agressores (quatro contra um) e a natureza intimidatória da abordagem. Não há nexo entre o receio manifestado e qualquer elemento de cunho racial", pontuaram os representantes.

Já a defesa de Hilário, através do advogado Vinicius Jeske, afirmou que "a ação não foi apropriada", mas tentou afastar as acusações de homofobia. "Em nenhum momento Jean dirigiu qualquer comentário, insinuação ou referência à orientação sexual do artista. Os comentários, ainda que impróprios, destinaram-se única e exclusivamente às vestimentas, não havendo, por parte do nosso constituinte, qualquer ato de discriminação, referência ou insinuação dirigida à orientação sexual", argumentou.


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