A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
MARCELO CASTRO
REPRODUÇÃO/TV ARATU

Marcelo Castro durante o Alô Juca, na TV Aratu; o apresentador é investigado por golpe do pix
Investigado por envolvimento no chamado golpe do pix, o apresentador Marcelo Castro teve pedido de habeas corpus negado pela ministra Marluce Caldas, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O jornalista, que apresenta o Alô Juca, da TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia), é acusado de desviar doações que deveriam ter sido destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A informação do pedido de habeas corpus negado foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira (19). O Notícias da TV foi informado pela assessoria de imprensa do STF que o processo corre em segredo de justiça e, por isso, não há detalhes a serem compartilhados publicamente.
De acordo com a publicação, a ministra optou por não rever a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que impôs medidas cautelares alternativas à prisão ao apresentador. Entre elas, estão a proibição de deixar o país sem autorização judicial, a vedação de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem permissão e a proibição de manter contato com as vítimas.
Como justificativa à negativa, Marluce alegou que as medidas aplicadas são proporcionais à gravidade dos fatos investigados e que a decisão se apoia em indícios de associação criminosa, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
O Notícias da TV tentou contato com Marcelo Castro e com sua defesa, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
Em março, Marcelo Castro foi condenado a pagar R$ 10 mil à Record por danos extrapatrimoniais. Ele e outros 12 envolvidos são acusados de desviar mais de R$ 400 mil em doações feitas por telespectadores que queriam ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social.
As chaves pix exibidas nas reportagens não pertenciam às vítimas, mas a pessoas ligadas ao grupo. Segundo a investigação, Castro teria embolsado cerca de R$ 146 mil durante o período em que atuava como repórter do Balanço Geral BA, na TV Itapoan, afiliada da Record no Estado.
O esquema só foi descoberto em março de 2023, quando o jogador Anderson Talisca tentou fazer uma doação de R$ 70 mil após se comover com a história de um menino de um ano de idade com câncer.
O assessor do atleta desconfiou do número do pix enviado por Castro e entrou em contato com a Record. Dias depois, a emissora demitiu Marcelo e o então editor-chefe do programa, Jamerson Oliveira.
Marcelo Castro, por meio de seus advogados, nega qualquer envolvimento na organização criminosa. A defesa afirma que o dinheiro arrecado foi repassado para quem pedia ajuda.
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