MEU NOME É PRETA

Série documental sobre Preta Gil mostra versões da cantora que público nunca viu

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Preta Gil com expressão séria em trecho da série documental Meu Nome É Preta

Preta Gil (1974-2025) em trecho da série documental Meu Nome É Preta, disponível no Globoplay

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 10/8/2026 - 6h10

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Preta Gil (1974-2025) foi uma pessoa pública que sempre aparecia nos perfis de fofoca, deu inúmeras entrevistas ao longo de sua trajetória e falava abertamente sobre sua vida. Ainda assim, há muito a se descobrir sobre ela na série documental Meu Nome É Preta, do Globoplay. A produção explora pontos íntimos da vida da artista, como questões de sua vida amorosa, de sua carreira e de seu corpo.

A série é dividida em quatro episódios e composta por imagens de arquivo, trechos de entrevistas que Preta deu à imprensa e a podcasts e depoimentos de familiares e amigos dela cedidos para essa produção especificamente.

Lançada no aniversário de morte da cantora, a atração tem como objetivo retratar a trajetória profissional e pessoal de Preta e mostrar o legado dela.

É obviamente uma produção muito chapa-branca, afetuosa e respeitosa, com muitas histórias de parentes e amigos que sentem saudade dela e querem contar boas histórias de um ente querido. As histórias, porém, não deixam de fora detalhes interessantes. Boas fofocas têm espaço.

Um dos temas que surge é casamento. O primeiro marido de Preta foi o ator Otavio Muller, com quem ela teve seu único filho, Francisco Gil. Muller conta que o casamento deles acabou porque, enquanto ele fazia uma peça em Salvador, Preta se apaixonou por outra pessoa.

Essa pessoa é o diretor Rafael Dragaud, que se tornou o segundo marido dela. Na série documental, Dragaud abre o jogo sobre as dificuldades de Preta para engravidar --ela teve duas perdas gestacionais, e os dois acreditaram ser "incompatíveis".

Ele também conta que a viu se apaixonar pelo ator Caio Blat ao vê-lo na TV, quando os dois ainda não estavam separados. Blat, por sua vez, na época namorava outra mulher, Mariana Lobo. Ele conta que Preta chegou a dizer a Mariana que estava a fim do namorado dela. Preta namorou Caio e ainda se tornou grande amiga de Mariana.

Os amigos e as irmãs da cantora também fazem questão de dizer que ela tinha diversas paixonites e que nunca passou vontade. Houve até uma vez em que Preta combinou encontros com duas pessoas diferentes em um hotel, separadamente, mas no mesmo dia. Todos se divertem ao relembrar esses casos dela.

Dificuldades com corpo e carreira

Os dilemas de Preta Gil com seu corpo nunca foram escondidos, mas os depoimentos trazem ainda mais detalhes. Dragaud conta que a ex-mulher usava cintas apertadas e se submeteu a cirurgias plásticas, como a de lipoaspiração.

Amigos também relatam que, antes de lançar seu primeiro disco e assumir que queria mesmo ser cantora, ela lidou com compulsão, tanto relacionada à comida quanto ao consumo.

Preta chegou a enfrentar um problema tão grave com excesso de compras que chegou a ser "interditada": familiares e amigos tiraram seus cartões, e ela passou a receber um salário fixo de sua sócia na época, para não ter uma margem para gastar demais.

O início da carreira dela na música também foi conturbado. A série retrata suas incertezas, dificuldades para entender quem era e o que queria fazer como cantora e até o fracasso do programa de Preta na TV. O Caixa Preta (2004) foi dirigido por Marlene Mattos e ficou apenas três meses no ar. A audiência baixa foi fator determinante para isso.

A série ainda passa por questões como ataques racistas que a cantora recebeu, sua bissexualidade, como se encontrou artisticamente com shows em boates e com seu bloco de Carnaval e seus últimos anos de vida dela, com traição do ex-marido e a descoberta do câncer de intestino.

De maneira geral, Meu Nome É Preta se constitui como uma homenagem rica em detalhes e histórias de uma pessoa que sempre tornou públicas suas batalhas pessoais.


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