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TV ABERTA

'Sempre procurei ter liberdade artística', diz Cláudia Abreu sobre relação com a Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Cláudia Abreu como Filipa em Dona de Mim

Cláudia Abreu em Dona de Mim; atriz compara desafios da TV e do streaming sem favoritismos

GIOVANNA RIBEIRO

giovanna@noticiasdatv.com

Publicado em 1/2/2026 - 12h00

Com uma trajetória na televisão iniciada ainda na adolescência, Cláudia Abreu consolidou-se como um dos nomes mais respeitados da teledramaturgia brasileira. No entanto, para a atriz, a estabilidade oferecida pelas novelas da Globo nunca foi um obstáculo para sua autonomia profissional.

A intérprete encerrou seu contrato fixo de 37 anos com a TV Globo em 2023, passando a trabalhar por obra. No início de 2025, assinou contrato com a emissora para integrar o elenco da novela Dona de Mim na faixa das sete, marcando seu retorno aos folhetins após nove anos.

Contudo, mesmo durante o período de vínculo extenso com a emissora, Cláudia priorizou a possibilidade de transitar por diferentes linguagens. "Eu sempre procurei ter liberdade artística mesmo durante o meu contrato longo com a Globo", explicou a artista, em entrevista ao Notícias da TV.

Essa busca por novos horizontes fez com que Cláudia Abreu interrompesse o vínculo em momentos estratégicos, como durante a retomada do cinema nacional e para se dedicar aos palcos. "Sempre foi uma relação muito aberta com a Globo, de falar: 'Agora eu prefiro fazer outras coisas'", explica.

Segundo ela, a relação com a empresa sempre foi pautada pela transparência, permitindo que ela comunicasse o desejo de realizar outros projetos e abrisse mão da exclusividade contratual. Recentemente, essa postura coincidiu com as mudanças na política de contratação da emissora, o que ela classifica como um processo "simultâneo e positivo" para ambos os lados.

A transição para o modelo de contratação por obra permitiu que a atriz explorasse o aquecido mercado de streaming, algo inexistente no início de sua carreira. Para Cláudia Abreu, essa fluidez é benéfica por permitir que o ator aceite os convites que mais lhe interessam, citando sua trajetória recente no Prime Video e o retorno pontual à TV aberta.

"Eu acho que agora é muito bom, porque eu saí da Globo, aí eu fiz Sutura [no Prime Video], aí eu voltei para Globo e agora vou fazer uma outra série que eu ainda não posso falar, mas também no streaming. Então é bom porque você tem liberdade de transitar e aceitar o convite que você quiser", celebra.

Sobre a diferença de público entre as plataformas, Cláudia refuta a ideia de que a audiência da TV aberta seja menos sofisticada que a do streaming. Para ela, a distinção é puramente econômica, já que a televisão atinge uma massa que muitas vezes não pode custear serviços pagos.

"Eu acho que ninguém é mais sofisticado ou menos sofisticado. Você tem uma questão econômica que quando você vai fazer a novela, você atinge um público muito mais amplo que não pode pagar o streaming. Nem nenhum outro tipo de TV paga. Então, por isso eu acho até importante de vez em quando voltar para TV aberta, justamente porque você não pode abandonar um público enorme que te acompanhou a vida inteira", disse ela.

Cláudia Abreu acredita que os espectadores da televisão também já estão prontos para narrativas menos maniqueístas --de mocinhos e vilões-- e mais receptivos a personagens retratados com as falhas e complexidades inerentes à condição humana.

A complexidade, inclusive, foi a marca de sua personagem na série Sutura, que chegou ao canal por assinatura AXN no sábado (31). Cláudia descreve sua personagem, Dra. Mancini, como uma figura multifacetada, capaz de salvar vidas, ao mesmo tempo em que apresenta traços abusivos e vaidosos.

A preparação para o papel exigiu um mergulho não apenas na personalidade da personagem, mas também em procedimentos médicos reais. "Tinha o estudo médico. Toda a vivência de aprender a fazer bem os procedimentos médicos. Então, foi realmente uma preparação bem difícil, trabalhosa e muito prazerosa também", disse.

Ao comparar o desafio de Sutura com a Filipa de Dona de Mim, a atriz ressalta a importância social de abordar a saúde (inclusive a mental) na ficção. A personagem da novela escrita por Rosane Svartman enfrentava o transtorno bipolar, sofrendo oscilações bruscas de humor.

"Os dois foram bem desafiadores [...] Mas Dona de mim, a Filipa, era uma personagem bipolar que realmente tinha também momentos muito difíceis, de você conscientizar o público sobre essa condição psiquiátrica, também descrita como uma espécie de doença que é tão comum e que tanta gente discrimina, é tido como louco", defendeu.

Sutura, drama médico nacional estrelado por Cláudia Abreu, estreia no AXN em 31 de janeiro, às 22h40. A trama acompanha Ícaro (Humberto Morais), um jovem médico da periferia de São Paulo, e Dra. Mancini (Cláudia Abreu), uma cirurgiã renomada que busca recuperar sua carreira e seu propósito. Unidos por circunstâncias extremas, os dois encontram um caminho inesperado e perigoso: tornam-se médicos do crime.


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