A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
LUIZA ZVEITER
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Luiza Zveiter em foto do Instagram; repórter relembrou pressão estética nos bastidores da Globo
Repórter da Globo, Luiza Zveiter relembrou um episódio de pressão estética que marcou sua trajetória profissional. Segundo ela, ao se preparar para deixar a área de Jornalismo e migrar para o Entretenimento da emissora, ouviu que precisava estar magra para conseguir a oportunidade. "Hoje a gente vê que não é assim", afirmou ela.
Luiza contou que a situação a fez questionar o próprio ganho de peso e mudar sua relação com alimentação e exercícios. "Não gosto muito de falar dessa situação, mas me disseram que, para ir para o entretenimento, que era o meu sonho, eu tinha que ser magra", disparou em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.
"Foi ali que comecei a me questionar os motivos de estar engordando. Virei a chave. Isso foi em 2012. Comecei a mudar meu estilo de vida, de verdade, em 2014. Não foi fácil", relatou ela.
Antes disso, a jornalista já havia passado por uma cirurgia bariátrica. Ela tomou a decisão de emagrecer aos 18 anos, quando ainda morava na Austrália, e, depois de retornar ao Brasil, decidiu se informar sobre o procedimento. Luiza, no entanto, afirmou que não imaginava as dificuldades que enfrentaria após a operação.
"Não é fácil. Eu não fiquei banguela, mas o ácido corrói o esmalte dos dentes, que vão ficando muito deteriorados. Muitas vezes você tem que fazer um canal ou colocar uma coroa", explicou.
A repórter também relatou que precisou reaprender a comer e enfrentou mudanças no corpo depois da perda de peso.
"Nos primeiros anos eu não me exercitava, fiquei com muita flacidez, tive que fazer várias plásticas. A qualidade da pele de um bariátrico não é tão boa, ela envelhece mais. São muitas questões que intimamente ninguém sabe que eu passo", afirmou.
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Depois de emagrecer, Luiza percebeu também uma mudança drástica na forma como era tratada pelos homens. Ela conta que, antes da cirurgia, nunca havia ficado com alguém e sentia que não despertava interesse.
"Eu nunca fui muito à frente do meu tempo. Então, quando era muito novinha, ainda não beijava na boca nem achava que tinha idade para aquilo", revelou.
Durante o período em que morava na Austrália, ela percebeu que os homens não demonstravam interesse por ela. "Eu via muita gente bonita, e ninguém me olhava", contou.
Depois da cirurgia, a situação virou outra. "Mudou da água para o vinho. Os meninos que eu achava bonitos na escola e não me olhavam, depois da cirurgia, meio que começaram a me dar cantadas", lembrou a jornalista.
A mudança, porém, não foi recebida por ela de forma positiva. "Eu pensava: 'Meu filho, não me pegou na época só porque eu era gordinha e agora está querendo sair comigo? Para com isso porque eu sou a mesma pessoa'. Mas é isso, só olham o físico. Mas isso mudou muito hoje em dia, sem sombra de dúvidas", afirmou.
Apesar da pressão que sofreu para emagrecer no passado, Luiza avalia hoje que o debate sobre corpos e padrões de beleza mudou. Ao falar sobre os mais de 70 kg que perdeu, ela afirma que sua história desperta interesse por representar uma questão de saúde, mas também destaca a necessidade de respeitar diferentes corpos.
"Hoje as pessoas estão começando a entender que existem corpos diferentes e que todo mundo é igual, que o corpo do outro não pode incomodar a gente, que não podemos julgar. Eu era feliz gorda, mas descobri uma felicidade que não conhecia quando emagreci", finalizou.
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