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JULIANA ARAGÃO

Renato Aragão rebate acusação da filha de ter dado 'calote' de R$ 872 mil

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Renato Aragão e Juliana Rangel Aragão abraçados com expressão sorridente

Renato Aragão e Juliana Rangel Aragão; filha cobra quase R$ 900 mil do pai na Justiça.

GIOVANNA RIBEIRO

giovanna@noticiasdatv.com

Publicado em 18/11/2025 - 16h08

O humorista Renato Aragão e sua família se manifestaram nessa terça-feira (18) sobre a ação de cobrança movida por Juliana Rangel Aragão contra o próprio pai. No processo ao qual o Notícias da TV teve acesso, a filha mais velha do comediante afirma que ele deixou de quitar um empréstimo de R$ 950 mil, firmado entre os dois em dezembro de 2018, e cobra o pagamento do "calote" --cerca de R$ 872 mil. Todavia, segundo o intérprete de Didi Mocó, o arranjo foi feito para a "proteção" de Juliana.

"Há mais de uma década, e sempre com o apoio de orientação jurídica, ficou acordado que uma parte dos recursos herdados por Juliana da herança de sua mãe fosse administrada pelo pai, processo conduzido seguindo as orientações do advogado da própria Juliana. A intenção, desde o início, foi simples: garantir que seu patrimônio estivesse protegido e bem-organizado, de forma que ela pudesse utilizá-lo com tranquilidade ao longo do tempo, sempre priorizando também a segurança e o bem-estar de sua filha menor de idade", diz trecho da nota enviada à reportagem.

A equipe de comunicação de Renato Aragão emitiu a declaração assinada pela família, e afirma que os "arranjos" destinados ao apoio na gestão financeira são "comuns". O comunicado também ressalta que o comediante nunca precisou nem nunca quis "roubar" o patrimônio da própria filha.

"Esse arranjo familiar --comum em muitas famílias que buscam apoio na gestão financeira --sempre funcionou de maneira transparente. Sempre que havia necessidade de movimentações extraordinárias que não eram do dia a dia (como despesas domésticas, uma vez que Juliana morava na casa do pai), eram registradas por escrito, justamente para que Juliana tivesse controle claro sobre o que tinha sido usado e o que permanecia reservado para ela", explicou.

Eles afirmam que, neste ano, Juliana deixou a casa sem informar para onde iria nem manter qualquer contato com a família, deixando inclusive a filha mais nova, Julia, aos cuidados do avô. Contam ainda que, desde então, todas as tentativas de aproximação feitas pelo pai e pelos demais familiares não tiveram sucesso.

Segundo o comunicado, o que chega à família são apenas notificações jurídicas, e-mails com tom de chantagem e conteúdos publicados na internet que, na avaliação deles, "não correspondem à realidade".

"O único objetivo da família, neste momento, é preservar a integridade emocional de Júlia [neta de Renato e filha de Juliana] e garantir que os recursos pertencentes à própria Juliana continuem sendo administrados com responsabilidade, até que seja possível retomar o diálogo de forma respeitosa e segura", diz trecho.

A família também demonstra preocupação com a possível interferência de terceiros --pessoas desconhecidas por eles-- que, segundo afirmam, poderiam estar agindo de má-fé na condução do processo e tentando se aproveitar da situação para obter ganhos financeiros.

"Que fique claro que Renato Aragão não precisa nem nunca precisou dos recursos de Juliana e que isso nunca foi incorporado ao patrimônio dele nem de sua esposa, sendo apenas administrados pela família por segurança da própria Juliana. A família segue aberta ao entendimento, sempre com respeito à relação de pai e filha, que é a parte mais importante desse triste episódio", conclui.

Entenda o caso

Juliana Rangel Aragão entrou com uma ação de cobrança na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. De acordo com a petição, o valor "emprestado" saiu da venda de um imóvel herdado da mãe de Juliana, Martha Maria Rangel Aragão, já falecida. A filha diz que toda a quantia arrecadada com a operação foi destinada ao empréstimo para o pai.

Pelo contrato assinado pelas partes, o humorista deveria devolver o valor até 31 de dezembro de 2023, o que não ocorreu. Juliana afirma que parte da dívida chegou a ser paga, um total de R$ 77 mil, mas que os valores foram administrados pela madrasta, Lilian Aragão, com quem mantém uma relação de conflito.

Segundo ela, a madrasta passou a exigir que assinasse recibos de quitação parcial, alegando que despesas pessoais teriam sido custeadas pelo casal, visto que Juliana ainda morava na casa do pai. 

Ainda assim, a autora admite que nem todos os comprovantes foram preservados, já que não tinha controle direto sobre as próprias finanças à época. Sem sucesso nas tentativas extrajudiciais de receber o restante do valor, Juliana decidiu recorrer ao Judiciário.

No processo, ela pede que o pai seja condenado ao pagamento integral da dívida atualizada, acrescida de juros, correção monetária e honorários advocatícios de 20%. Também pediu e obteve o benefício da justiça gratuita.

O contrato apresentado na ação não inclui duas testemunhas, requisito para ser executado diretamente. Mas isso não impede o reconhecimento da dívida em ação de cobrança, já que o documento comprova a existência do empréstimo, o valor concedido e o prazo de devolução firmado. A Justiça não se manifestou sobre o mérito da ação e o réu, Renato Aragão, ainda será citado para apresentar defesa.

Juliana Rangel Aragão é filha do humorista com sua ex-mulher, Martha Rangel. Ela tem 48 anos, é mãe de uma filha e se descreve como uma pessoa LGBTQIAPN+. Ela gerou polêmica ao ser vista trabalhando como motorista de aplicativo e já criou duas vaquinhas online para arrecadar dinheiro.

Este ano, Livian Aragão, a filha mais nova de Renato, quebrou o silêncio sobre a situação da irmã. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, ela afirmou que Juliana vivia com a mãe, Martha, nos Estados Unidos e passou a morar com Renato depois de se separar. Segundo a caçula, foram dez anos morando na companhia da irmã, até que ela decidiu ir para a própria casa.

Livian ainda diz que descobriu das vaquinhas da irmã pela imprensa e que foi um "choque para toda a família". A irmã mais nova de Juliana disse ainda que não aprovou a forma como o público e a imprensa repercutiram o fato de Juliana trabalhar como motorista de aplicativo.

"Eu não vejo problema nenhum. É um emprego legítimo", argumentou. "Ela sempre gostou de dirigir. Ela levava a [filha] Júlia direto para a escola. Sempre gostou disso, trabalhava em posto antes [nos Estados Unidos]. Virou uma polêmica, pelas pessoas também não conhecerem tanto ela e os outros filhos, porque são pessoas mais reservadas e discretas", justificou.

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