A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
TV E CINEMA
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Hiran em foto das redes sociais: o rapper baiano estreia no cinema e já tem trabalho na TV
O rapper Hiran vive um momento de expansão artística, indo dos palcos para as telas. O baiano de 31 anos estreou como ator no filme Quem Tem com que me Pague Não me Deve Nada e já conquistou um papel também na série Café com Canela, do Canal Brasil. O crescimento na carreira, porém, veio acompanhado de uma onda de homofobia nas redes sociais. Mas o artista tem usado os ataques como incentivo para continuar em frente.
"[Os ataques] Me impulsionaram dez vezes mais a ocupar mais espaços e inspirar cada vez mais pessoas a falarem sobre seus pontos de vistas sem medo e sem receios", afirma em entrevista ao Notícias da TV.
Hiran chegou até a compartilhar no Instagram alguns dos ataques que recebeu e expôs os haters. "Os casos mais sérios estão na Justiça, e as medidas cabíveis serão tomadas. Eu acho que os ataques falaram mais sobre as pessoas que o fizeram do que sobre mim. Estou tranquilo nas minhas escolhas", assegura.
Por outro lado, o rapper também recebeu apoio da classe artística: "Muitas pessoas incríveis vieram falar comigo, incluindo artistas que admiro e que chegaram para trocar carinho e me convidar para shows, como Zélia Duncan e Djonga. Também recebi muitas manifestações de apoio, como as de Psirico, Bixarte, Majur, Lucas Pizane, entre tantas outras pessoas queridas. Às vezes, há males que vêm para o bem".
Nascido no interior da Bahia, Hiran valoriza o momento de destaque que vive na música e nos cinemas. "[É] Uma explosão de sentimentos. Sempre me senti uma pessoa multiexpressiva e com muita coisa para falar. Poder expressar tudo que eu estou sentindo em todos esses diferentes âmbitos é libertador."
"Acho que, principalmente vindo de Alagoinhas, é um marco muito importante e necessário para abrir portas para pessoas como eu", ressalta.
O artista faz uma participação em Quem Tem com que me Pague Não me Deve Nada, filme protagonizado por Rodrigo Pandolfo que estreou no dia 21.
"É o primeiro projeto que eu faço com [os diretores] Ary [Rosa] e Glenda [Nicácio], de uma série de ideias e projetos que ainda estão por vir. Acho que foi um test drive para ver como eu me sairia, porque as próximas coisas são mais intensas e presentes", explica.
Apesar de rápida, a aparição no longa também serviu para mostrar o talento musical do rapper nas telonas. "Eu sou um cantor de bar que está se apresentando onde uma das decisões mais importantes do filme são tomadas. Foi uma participação deliciosa, na qual eu performei a minha música Miudinho e atuei", conta.
O artista ainda detalha qual a sensação de levar sua arte para o cinema: "É lindo! Transformador! Confesso que ainda não sei colocar em palavras. Eu estou muito feliz".
Eu me vi na tela na pré-estreia, e meu coração se encheu de alegria, mesmo sendo uma participação pequena. Minha mãe, que é cinéfila, estava do meu lado. Minha irmã, que cursou Cinema e já estudou sobre o Ary, também estava lá. Meu marido também. É um início de uma jornada nova e incrível para mim.
Após a experiência no longa, Hiran já foi escalado para a série dos mesmos diretores. "Ary e Glenda confiaram em mim. Eles me convidaram, sem testes. Em Café com Canela, tenho um papel mais sério, mais presente. Sou um personagem que eu me apaixono a cada vez que dou de cara com o roteiro", afirma, sem poder entregar muitos detalhes ainda.
O baiano tem se desdobrado para conciliar os trabalhos na música com a atuação. "Tem sido muito desafiador e complexo, mas estou muito empolgado. Eu sempre sonhei com uma vida movimentada assim. Depois da morte do meu pai, eu precisava de espaço para poder me expressar. Não sei se esse vai ser o ritmo da minha vida, mas agora está sendo legal", diz.
Nos últimos anos, artistas do rap têm emplacado trabalhos também na TV e nos cinemas --como aconteceu com Xamã e L7nnon, por exemplo.
Acho que o audiovisual brasileiro está aberto para quem quiser mergulhar e trabalhar com seriedade. Muita gente da música, que faz muito videoclipe e interpreta nos seus próprios projetos audiovisuais, tem essa curiosidade de mergulhar em personagens diversos, outras personas. E eu sou um desses.
Hiran pretende explorar mais o lado ator e não descarta fazer novelas. "Estou aberto ao que o destino me trouxer. Com o coração aberto e com a força de vontade para fazer as coisas fluírem no amor e na humildade", arremata.
© 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução
Mais lidas
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.