ENTREVISTA
REPRODUÇÃO/RECORD

Petrônio Gontijo em Reis (2023); ator transita entre novelas, teatro e cinema em longa carreira
Com mais de três décadas de carreira e um currículo que transita entre teatro, cinema e televisão, Petrônio Gontijo se tornou figurinha carimbada nas novelas bíblicas da Record e revelou ter vontade de voltar a fazer folhetins. Apesar de ter dado voz a Jesus em Paulo, o Apóstolo, ele não empresta sua imagem à emissora desde Reis (2023), e vive uma fase diferente na carreira.
"Eu adoro fazer televisão e comecei fazendo televisão. Quando eu me formei em Artes Cênicas na Unicamp, meu primeiro trabalho foi uma novela na Globo, chamada Salomé [1991], e ali eu eu aprendi na marra. Uma coisa é você aprender na faculdade, outra coisa é aprender no dia a dia, na experiência. E foi ali que eu aprendi e me apaixonei pelo veículo da televisão", contou em entrevista ao Notícias da TV.
O ator se emocionou ao lembrar o início de sua trajetória e as transformações que viveu desde então. "Eu comecei muito cru. No começo, eu tinha acabado de sair da universidade, e ali na Globo eu aprendi de forma árdua a trabalhar no veículo. Logo depois, fui para o Teatro do Bixiga fazer Dois Perdidos numa Noite Suja, com Marco Ricca. Esses dois primeiros trabalhos começaram a me moldar como ator", relembrou.
A experiência acumulada em mais de 30 anos de profissão não o faz parar de sentir as mais diversas emoções ao ser contemplado com um papel. "O novo trabalho é sempre um recomeço, isso é impressionante na carreira do ator. Eu sou um cara que veio do teatro, e acredito que o palco é o meu local de pesquisa, de aprofundamento para poder trabalhar em qualquer veículo."
No cinema, Gontijo finalizou recentemente as filmagens de Crime sem Castigo, dirigido por Luiz Alberto Pereira. No longa, o ator vive o marido de Fabiana Gugli, com quem contracena em cenas de tensão ao lado do ator alemão Peter Ketnath.
A obra aborda um período pouco explorado da História do Brasil: a passagem do médico nazista Josef Mengele (1911-1979) pelo país. Para Petrônio, a história ajuda a lançar luz sobre feridas históricas. "O filme fala sobre como podemos estar dormindo ao lado do nosso inimigo. Acredito que ele vá nos auxiliar a contar essa passagem assustadora da nossa história", avaliou.
"Nosso processo foi de muita conversa, junto com o nosso diretor. O processo foi de compreensão de como iríamos passar esses personagens, tentando aproximar o máximo da realidade que a gente conseguisse", detalhou.
Além do cinema, ele está em cartaz com Descobridores do Amor, peça de João Garcia Miguel, em Lisboa. O espetáculo reflete sobre temas como fome, medo e amor, algo que o ator leva como combustível para sua carreira.
"Eu sempre tive fome, e ela me impulsionou a vida inteira. Fome de poder trocar com o outro, fome de exercer a minha profissão, fome da mágica que acontece quando existe a comunicação entre o ator e o público", refletiu.
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Petrônio Gontijo na peça Descobridores do Amor
Para ele, o palco segue um espaço essencial de política e arte. "Conheço o teatro como um grande local de resistência e de absoluta liberdade. Ele é um lugar especial e importante para todos os artistas que trabalham nele", disse.
Apesar da carreira corrida, que exige muita dedicação, Gontijo busca conexão com a natureza nos intervalos de gravações e apresentações, além de estar em conexão constante com seu lado artístico. "Gosto muito desse tipo de relação", finalizou.
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