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NOVA FASE
ESTEVAM AVELLAR/TV GLOBO

Leandra Leal em Justiça 2; atriz falou sobre volta às novelas e novos projetos pessoais
Prestes a começar a gravar Coração Acelerado, sua primeira novela na Globo em 11 anos, Leandra Leal falou sobre as razões que fizeram com que ela retornasse aos folhetins após tanto tempo afastada. A atriz vê no formato uma forma única de se comunicar com o público e impulsionar iniciativas pessoais, além de gostar do que faz.
Leandra será a vilã Zilá na próxima novela das sete, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento. "Novela tem uma comunicação inigualável com o Brasil, e isso me interessa como artista", destacou em entrevista à revista Marie Claire.
"Faz tempo que não faço TV com esse alcance, e isso potencializa outros projetos. Mas o principal é que eu me divirto fazendo novela", completou.
A intérprete confessou que quer entrar na trama sem grandes expectativas. Apesar de viver uma vilã, ela não sabe (e nem quer saber por enquanto) se a personagem será amada ou detestada pelo público --o importante é se preparar para dar o melhor de si.
"É muito misterioso o que faz uma personagem ser amada ou odiada, independentemente se é vilã ou mocinha. Eu não costumo pensar ou me preparar para isso, me preparo para fazer a personagem. Prefiro não pensar se é boa ou má. A Zilá é bem complexa e engraçada. Vai ser divertido", adiantou.
Leandra Leal também abordou seu vínculo com sua mãe, Ângela Leal, de quem seguiu os passos na profissão. Apesar de serem muito próximas, ela acredita que as duas têm visões e vivências diferentes na atuação.
"Eu e minha mãe temos uma relação simbiótica. Isso foi complicado, principalmente na adolescência. Me sinto tão parte dela, tão semelhante e, ao mesmo tempo, diferente. Até nas escolhas artísticas", destacou.
"Minha mãe é uma figura mais extrovertida do que eu, que fala muito bem. Eu escrevo melhor do que falo. Ela tem essa crença no teatro como sonho coletivo. Eu sou muito mais uma pessoa que fico meses numa ilha de edição fazendo um filme. São coisas complementares, existências diferentes", acrescentou ela.
A atriz ainda falou sobre as difíceis questões de saúde que a mãe enfrentou nos últimos anos. "Em 2018, ela teve um câncer complicado, no fígado. Logo depois desse câncer, falou que iria se aposentar, que não iria mais atuar porque foi muito difícil, o tratamento foi longo. Para mim, foi doloroso, porque a gente nunca tinha atuado juntas", lamentou.
"Pensei que nunca teria essa chance. Aí fizemos o Nada a Fazer [documentário gravado durante a pandemia em que elas ensaiam Esperando Godot, de Beckett]. É uma homenagem para a minha mãe. Sem plateia, sem ninguém, só eu e ela", afirmou.
Ela também falou sobre a dor da perda do pai, que morreu quando ainda era adolescente. "Penso que já vivi muito mais tempo de vida sem ele. Isso é doido. Uma pessoa tão importante, que segue tão presente. Os lutos, dele e de todos os que morreram, me marcaram", ponderou.
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