NO RIO
REPRODUÇÃO/RECORD

Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, durante entrevista ao Domingo Espetacular
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, deixou a Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, nesta segunda-feira (29), depois de passar mais de 60 dias preso. Apesar de a liberdade ter sido concedida, o rapper vai ter que usar uma tornozeleira eletrônica.
O músico surgiu no meio da multidão após o alvará de soltura ser cumprido às 17h08. Nas redes sociais, internautas compartilharam vídeos em que ele aparece sendo carregado por fãs.
Além dos populares, o MC Poze do Rodo e o MC Cabelinho também prestigiaram o momento da saída do cantor, que estava detido desde 22 de julho.
A defesa de Oruam conseguiu, na última sexta-feira (26), uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a prisão preventiva. Acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alvez Ferraz, ele responderá em liberdade até o julgamento final do recurso.
Oruam também foi indiciado por outros sete crimes: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Segundo a Polícia Civil, ele tentou impedir a apreensão de um adolescente procurado por tráfico e roubo.
A denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta que, após a apreensão do menor, Oruam e um amigo, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, juntamente com outros não identificados, teriam lançado pedras de uma varanda a 4,5 metros de altura contra os agentes.
O rapper terá que cumprir uma série de medidas cautelares, incluindo comparecimento mensal em juízo, manutenção de residência fixa com endereço e telefone atualizados, proibição de acesso a áreas de risco como o Complexo do Alemão, restrição de contato e aproximação de outros acusados e de um adolescente citado no processo.
Ele também não poderá deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial. Além disso, deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, e usar tornozeleira eletrônica, com monitoramento pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Em 9 de setembro, Oruam publicou uma carta aberta aos fãs, na qual refletiu sobre os dias na cadeia, a relação com a família e sobre a postura das autoridades.
"Para todos os meus fãs, um leão ferido ainda é um leão. Ninguém prende quem tem a mente livre. Sempre visitei meu pai na prisão, me acostumei a ser a visita. E, hoje, quando a minha família vem me ver, o que mais quero é ir embora junto com eles", escreveu o rapper, filho do traficante Marcinho VP, líder do Comando Vermelho preso desde 1996.
"Mas não posso deixar de falar da injustiça e do descaso com que minha situação vem sendo tratada. Estou pagando por erros, mas também sendo julgado de forma desigual, carregando nas costas acusações que não correspondem a minha verdade. Mais do que uma pena, sinto o peso de uma perseguição que tenta manchar a minha história e minha arte", confessou.
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