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BICHO DE SETE CABEÇAS

O dia em que Rodrigo Santoro foi vaiado por ser galã de novela da Globo

DIVULGAÇÃO/CCXP

O ator Rodrigo Santoro com as mãos unidas, sorrindo em palco de painel na CCXP25

Rodrigo Santoro durante participação num painel dedicado a ele no evento de cultura pop CCXP25

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 4/12/2025 - 18h44

Rodrigo Santoro hoje é um ator consagrado no Brasil e internacionalmente, aplaudido em qualquer evento ao qual compareça. No entanto, nem sempre foi assim. Durante participação na CCXP25, nesta quinta (4), ele lembrou um momento em sua carreira no qual foi muito vaiado durante um festival de cinema, pelo fato de ser mais conhecido na época como galã de novelas da Globo.

O ator foi homenageado num painel que abordou sua carreira cinematográfica. O primeiro filme pelo qual Santoro teve grande destaque e reconhecimento foi Bicho de Sete Cabeças (2001), no qual interpretou um rapaz internado compulsoriamente num hospital psiquiátrico após seu pai achar um cigarro de maconha em seu casaco. No hospital, o protagonista passa por abusos.

Na época em que o filme foi gravado, Santoro estava com contrato fixo com a Globo, emissora na qual havia se destacado por papéis em produções como Hilda Furacão (1998) e Suave Veneno (1999). Ele era conhecido, portanto, como um galã da TV.

O artista conseguiu uma licença da Globo para gravar e divulgar Bicho de Sete Cabeças. Uma das primeiras exibições foi no Festival de Cinema de Brasília, em 2000. A recepção não foi nada acolhedora: o público, muito politizado, não via com bons olhos o fato de ele ser famoso na Globo e o vaiou com força.

"Foi uma vaia sonora. Depois da vaia, eu saí fora, né? Eu falei: 'Eu não sei o que eu fiz, não sei se eu xinguei a mãe de alguém'. Não entendi o que estava acontecendo", contou Santoro.

"Eu fiquei lá fora conversando com o vendedor de cachorro-quente que estava ali, fiquei quietinho, e aí vieram me chamar. Eu falei: 'Não, não, eu vou ficar por aqui mesmo'. Eu estava ali encostado e vi saindo casais jovens. Um menino veio na minha direção, me deu um abraço e falou: 'Desculpa, Eu te vaiei. Meu primo tá passando pelo que o seu personagem passou. Me tocou muito o filme. Eu sinto muito. Eu vaiei porque minha namorada gritou na hora que chamaram o seu nome'", relatou o ator.

"Então foi por isso, pelo preconceito, né, do galã da televisão. E também foi por uma reação. A menina deu um grito, o namorado não gostou e colocou para fora a frustração dele", complementou.

Após as vaias, o público assistiu ao filme e, no final, aplaudiu muito. Bicho de Sete Cabeças é considerado um marco na retomada do cinema brasileiro nos anos 1990 e 2000, e Santoro o considera muito importante em sua trajetória. 

"Posso dizer que foi um um divisor de águas. Para mim, é antes e depois de Bicho de Sete Cabeças. Eu acho que troquei o pneu do carro com ele andando nesse filme, porque é uma história e é baseada numa história real, muito intensa, profunda e pesada. E e eu tive que meio que aprender a usar minhas ferramentas, que eu já estava exercitando na televisão, mas no cinema é diferente. Então, foi um grande aprendizado", concluiu.


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