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LUTO

Músico Emmanuel 7Linhas é morto a tiros durante trabalho social no ES

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Emmanuel 7Linhas segura um microfone e canta em apresentação

Emmanuel 7Linhas: família do músico lamentou perda repentina; polícia investiga o caso

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 10/5/2026 - 14h13

Luiz Emmanuel Pinto, conhecido artisticamente como Emmanuel 7Linhas, foi morto a tiros na madrugada de sexta-feira (8) no bairro Ibes, em Vila Velha, na Grande Vitória. O rapper, poeta e ativista social tinha 45 anos e estava no local conversando com pessoas em situação de rua e participando de uma ação social quando foi atingido. Uma mulher de 37 anos também morreu no ataque, e um homem de 34 anos ficou ferido.

Segundo a Polícia Militar, dois homens passaram de moto atirando na região conhecida como Favelinha do Ibes. O homem ferido contou aos policiais que a motocicleta chegou a passar pela rua, saiu e depois voltou, momento em que os suspeitos fizeram vários disparos. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Antônio Bezerra de Faria. Até a publicação das reportagens, o estado de saúde dele não havia sido informado.

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha. Até agora, ninguém foi preso. Os corpos das vítimas foram levados ao Instituto Médico-Legal antes da liberação para as famílias.

Emmanuel 7Linhas era um nome conhecido da cena hip-hop e slam capixaba. Tinha mais de 30 anos de trajetória e era lembrado não só pela música, mas também pela atuação em projetos culturais, saraus, oficinas e ações sociais em comunidades e com pessoas em situação de rua. Amigos e familiares disseram que ele costumava frequentar o local do crime e manter contato com quem vivia na região.

O corpo do artista foi enterrado no sábado (9), no Cemitério Jardim da Paz, na Serra. Na despedida, a filha dele, Mayrianne Mattos, falou sobre o legado do pai. "Meu pai era a personificação da arte, da cultura", lamentou ela, ao lembrar que ele defendia sonhos coletivos por meio da literatura, da música e da atuação social.

Amigos também destacaram a dimensão artística de Emmanuel. O músico Yuri Gjansk pontuou que ele tinha uma "sensibilidade fora do comum" e o definiu como "um dos artistas mais geniais que conheceu". Já o ativista social Marcelo Ciqueira afirmou que a morte expõe a vulnerabilidade de quem atua em territórios marcados pela violência, mesmo tentando fazer trabalho comunitário.


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