LUTO
DIVULGAÇÃO/PARAMOUNT PICTURES

Claudia Cardinale no clássico Era Uma Vez no Oeste (1968), do diretor Sergio Leone
A atriz Claudia Cardinale, musa do cinema italiano e estrela de filmes como O Leopardo (1963) e Era Uma Vez no Oeste (1968), morreu nesta terça-feira (23), na comuna francesa de Nemours, próxima a Paris. Ela tinha 87 anos e estava acompanhada de seus filhos em seus momentos finais.
"Ela nos deixa o legado de uma mulher livre e inspirada, tanto como pessoa quanto como artista", confirmou o agente da artista, Laurent Savry, à agência de notícias francesa AFP.
Nascida em 15 de abril de 1938 em Túnis, capital da Tunísia, Claudia era filha de pais italianos. Durante sua juventude, desenvolveu fluência em francês, árabe e no dialeto siciliano.
Sua carreira começou em 1957, quando venceu o concurso A Mais Bela Italiana da Tunísia, prêmio que incluía uma viagem ao Festival de Cinema de Veneza. No evento, atraiu a atenção de diversos produtores cinematográficos.
A estreia nas telas aconteceu em 1958, no filme Goã, com Omar Sharif (1932-2015). Nos anos 1960, ela se consolidou como uma das principais estrelas europeias, atuando com Alain Delon (1935-2024) em produções como Rocco e Seus Irmãos (1960) e O Leopardo (1963).
Entre seus primeiros trabalhos, destacam-se ainda: A Moça com a Valise (1961), de Valerio Zurlini (1926-1982); Cartouche (1962), de Philippe de Broca (1933-2004); e o clássico 8½ (1963), de Federico Fellini (1920-1993).
A projeção internacional aumentou depois de ela ser escalada para contracenar com o britânico David Niven (1910-1983) em A Pantera Cor-de-Rosa, comédia que deu origem à saga do inspetor Closeau (Peter Sellers).
Depois disso, Claudia passou grande parte da década em Hollywood, participando de filmes como De Olhos Vendados (1966), A Patrulha da Esperança (1966), Os Profissionais e Não Faça Onda (1967). Em 1968, ainda protagonizou o faroeste Era Uma Vez no Oeste, dirigido por Sergio Leone (1929-1989), até hoje considerado um dos melhores filmes da história.
Na década de 1970, a musa retornou à Europa. Nesse período, participou da comédia Uma Noiva para Dois (1971), do drama Scoumoune, o Tirano (1972), além de Corleone (1978) e Fuga para Athena (1979). Ainda fez uma rara incursão na televisão com a minissérie Jesus de Nazaré (1977).
Ao longo de sua trajetória, Claudia Cardinale acumulou mais de 120 créditos cinematográficos. Sua aparição mais recente foi no drama ítalo-tunisiano A Ilha do Perdão, lançado em 2022.
A vida pessoal da atriz foi marcada por desafios. No início da carreira, ela enfrentou uma gravidez não planejada e decidiu manter tanto o filho quanto a profissão. O produtor Franco Cristaldi, com quem Claudia tinha contrato, a despachou para Londres para dar à luz, informando publicamente que ela havia ido ao Reino Unido aprender inglês.
Seu filho Patrick passou sua infância com os avós e a tia, e só descobriu que a estrela italiana era sua mãe quando tinha sete anos. Ela o apresentava a todos como se o menino fosse seu irmão mais novo.
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