LUTO NO CINEMA

Morre Silvio Tendler, um dos maiores documentaristas do Brasil, aos 75 anos

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O cineasta Silvio Tendler sorri em foto

O cineasta Silvio Tendler morreu na manhã desta sexta (5), aos 75 anos, no Rio de Janeiro

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 5/9/2025 - 13h05

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Considerado um dos mais importantes documentaristas do país, Silvio Tendler morreu aos 75 anos na manhã desta sexta-feira (5). O cineasta estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte foi uma infecção generalizada.

Chamado de "cineasta dos sonhos interrompidos" ou "cineasta dos vencidos", Tendler dirigiu e produziu mais de 70 longas e 12 séries para a televisão. 

Com uma carreira de mais de cinco décadas, ele dedicou sua trajetória a retratar figuras históricas como João Goulart (1919-1976), Juscelino Kubitschek (1902-1976), Carlos Marighella (1911-1969) e Glauber Rocha (1939-1981).

Entre suas obras mais conhecidas estão Jango (1984), Os Anos JK - Uma Trajetória Política (1980) e O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981). Sua produção foi marcada pelo engajamento político, pelo resgate da memória e pela valorização de personalidades cujas vidas foram interrompidas pela repressão.

Nascido no Rio de Janeiro em 1950, iniciou-se no movimento cineclubista ainda nos anos 1960, chegando a presidir a Federação de Cineclubes do Rio em 1968. Seu primeiro trabalho foi um documentário sobre João Cândido (1880-1969), o Almirante Negro, líder da histórica Revolta da Chibata.

Durante a Ditadura Militar (1964-1985), exilou-se primeiro no Chile e, depois, na França. Lá, formou-se em História pela Universidade de Paris 7 (Paris Diderot) e concluiu mestrado em Cinema e História na École des Hautes Études, Sorbonne.

Silvio Tendler era professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica) desde 1979. Desde 2011, utilizava cadeira de rodas devido a um problema de saúde que afetava a medula. 

Silvio deixa a filha, a também cineasta Ana Rosa Tendler, um neto e mais de uma centena de obras realizadas. O velório está marcado para domingo (7), às 11h, no Cemitério Israelita do Caju.

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