Menu
Pesquisar

Buscar

Facebook
X
Instagram
Youtube
Pesquisar

Buscar

LUTO NA ARTE

Morre aos 91 anos o ator Juca de Oliveira, após internação por pneumonia

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Juca de Oliveira na novela O Outro Lado do Paraíso

Juca de Oliveira na novela O Outro Lado do Paraíso: novela foi um dos últimos papéis dele

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 21/3/2026 - 10h29

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21), em São Paulo. A informação foi confirmada pela família à Globo. Ele estava internado desde o último dia 13 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a complicações cardíacas.

Em comunicado, os familiares lamentaram a perda e destacaram a importância do artista para a cultura brasileira. "Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema", diz um trecho da nota. A família também agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade.

O velório de Juca de Oliveira será realizado neste sábado, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A cerimônia será restrita a amigos e familiares.

Quem foi Juca de Oliveira?

Com mais de seis décadas de carreira, Juca de Oliveira foi um dos nomes mais respeitados da dramaturgia nacional. Ao longo de sua trajetória, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de atuar em cerca de dez filmes e mais de 60 peças de teatro, muitas delas também assinadas por ele como autor.

Na televisão, ficou marcado principalmente pelo papel do médico geneticista Albieri em O Clone (2001), de Glória Perez. Na trama, seu personagem conduzia a criação de um clone humano, em uma das histórias mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira.

Antes de se dedicar à carreira artística, chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP) e a trabalhar em um banco. A vocação para o teatro, no entanto, falou mais alto, e ele abandonou a faculdade para estudar na Escola de Arte Dramática.

Ainda nos anos 1950, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde dividiu cena com nomes como Aracy Balabanian. Na década seguinte, participou de um dos movimentos mais importantes da história do teatro nacional ao se associar a Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império na gestão do Teatro de Arena.

Durante a Ditadura Militar (1964-1985) foi perseguido por sua atuação política e artística e acabou se exilando na Bolívia. Anos depois, relembrou o período como uma "tragédia", ao comentar o fechamento do Teatro de Arena e a repressão sofrida pelos artistas.

De volta ao Brasil, estreou nas novelas em 1964, na extinta TV Tupi (1950-1980), com Quando o Amor É Mais Forte. Já na Globo, onde consolidou sua carreira televisiva, fez sua primeira participação em 1973, em O Semideus.


Mais lidas


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.