LUTO
DIVULGAÇÃO/PARAMOUNT PICTURES

Pauline Collins no filme Shirley Valentine, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar em 1990
A britânica Pauline Collins, conhecida por seu papel em Shirley Valentine (1989), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz, morreu nesta quinta-feira (6), aos 85 anos. Ela se encontrava em uma casa de repouso em Londres, após anos de luta contra a doença de Parkinson.
A família da artista confirmou a morte por meio de um comunicado oficial. "Pauline era muitas coisas para muitas pessoas, interpretando uma variedade de papéis em sua vida", declarou seus parentes na mensagem. "Uma presença brilhante, vibrante e espirituosa nos palcos e nas telas."
"Sua ilustre carreira a viu interpretar políticas, mães e rainhas. Ela sempre será lembrada como a icônica, determinada, vivaz e sábia Shirley Valentine --um papel que ela tornou verdadeiramente seu. Estávamos familiarizados com todas essas partes dela porque sua magia estava contida em cada uma."
A atriz deixa o marido John Alderton, com quem era casada desde 1969, e quatro filhos: Kate, Louise, Nicholas e Richard. A família solicitou que eventuais doações em memória de Collins sejam direcionadas à organização Parkinson's UK, que atua em pesquisas e apoio a pacientes com a doença.
Nascida em 3 de setembro de 1940 em Devon, na Inglaterra, Pauline Collins estudou na Escola Central de Discurso e Artes Dramáticas de Londres. Antes de se dedicar à atuação, exerceu brevemente a carreira de professora, seguindo o caminho traçado por seus pais.
Sua estreia nos palcos aconteceu em 1962, com a peça A Gazelle in Park Lane. Em 1966, fez seu primeiro papel no cinema em Secrets of a Windmill Girl, e no ano seguinte participou da série Doctor Who --para a qual voltaria quase quatro décadas depois, em 2006.
John Alderton, também ator e marido de Collins, afirmou em comunicado: "Tive a grande sorte de ter trabalhado com ela mais do que com qualquer outro ator em nossas muitas séries de TV, filmes e espetáculos no West End juntos, e observei seu gênio de perto. O que vi não foi apenas sua brilhante gama de personagens diversos, mas sua magia de extrair o melhor de todas as pessoas com quem trabalhava. Ela queria que todos fossem especiais, e fazia isso nunca dizendo: 'Olhem para mim'. Não é de admirar que ela tenha sido votada como a queridinha da nação nos anos 1970."
Em 1979, Pauline e Alderton atuaram juntos na série Thomas and Sarah, um spin-off de outro trabalho que haviam realizado anteriormente.
Mas o papel mais marcante da carreira da artista foi mesmo Shirley Valentine. Em 1988, ela protagonizou a peça no West End londrino, conquistando o prêmio Olivier de melhor atriz, e depois o Tony na versão da Broadway. Na adaptação cinematográfica, contracenou com Tom Conti e recebeu uma indicação ao Oscar, perdendo para Jessica Tandy, de Conduzindo Miss Daisy.
"Ela sempre será lembrada por Shirley Valentine, não apenas por sua indicação ao Oscar ou pelo filme em si, mas por conquistar todos os sete prêmios quando a interpretou na Broadway, na qual ela interpretou cada personagem sozinha. Mas sua maior atuação foi como minha esposa e mãe de nossos lindos filhos", acrescentou Alderton.
Em 2001, Pauline recebeu a Ordem do Império Britânico (OBE) por seus serviços à atuação. A família não divulgou informações sobre o funeral ou cerimônias de despedida da atriz.
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