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LUTO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Gracindo Jr. em foto do Instagram: ator morreu de causas naturais em casa na terça (1º)
O ator Gracindo Jr. morreu aos 83 anos na noite de terça (1º) em casa, no Rio de Janeiro. O também diretor dedicou mais de 50 anos à arte na TV, no teatro, rádio e cinema. Ele esteve na inauguração da Globo, em 1965, e atuou na segunda novela da emissora: Rosinha do Sobrado (1965).
A morte foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo. Segundo informações da Globo, ele morreu de causas naturais. O ator Leonardo Brício afirmou que estava presente na hora da despedida e fez um longo desabafo sobre a perda nas redes sociais.
"Ontem, um pouco antes de 22h, meu amigo amado deu seu último suspiro, e quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento. Amigo, só posso te dizer que você foi e será sempre muito amado", escreveu o ator.
Bricio recordou que a amizade entre eles começou quando interpretou o filho de Gracindo em Cidadão Brasileiro (2006). "Daí em diante construímos uma irmandade! Foram muitos encontros, caminhadas, almoços, e muito carinho e admiração", afirmou. Ele ainda desejou forças para a família do veterano.
Filho do ator Paulo Gracindo (1911-1995), Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943. Em 1959, aos 15 anos, fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde o pai já vivia o auge da carreira como galã de radionovelas e apresentador de programas de auditório.
Acabou trabalhando na rádio como ator, redator e disc-jóquei. Também cursou a faculdade de Psicologia, mas nunca exerceu a profissão.
Estreou no teatro em 1961, na peça A Escada, de Oswald de Andrade (1890-1954). Militante do Partido Comunista, Gracindo Jr. foi perseguido pela Ditadura Militar (1964-1985) e acabou impedido de trabalhar na rádio com outros artistas --entre eles, Dias Gomes (1922-1999) e Mário Lago (1911-2002).
Na época, o artista também já estava tinha começado a carreira na televisão, com passagens pela TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi.
Na inauguração da Globo, em 1965, Gracindo Jr. já era contratado da emissora. Ele fez parte do primeiro elenco dos folhetins da rede e emendou papéis de destaque.
Na Globo, fez ainda as novelas Padre Tião (1965), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970), Uma Rosa com Amor (1972), O Bem-Amado (1973), Os Ossos do Barão (1973), Supermanoela (1974), O Casarão (1976).
Gracindo Jr. contracenou com Paulo Gracindo em Os Ossos do Barão e O Bem-Amado. Pai e filho ainda dividiram um papel em O Casarão, na qual viviam as versões jovem e idosa do mesmo personagem.
Depois de um período em Portugal, o artista voltou ao Brasil em 1978 e assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h na Globo. Tinha como missão tentar manter os bons níveis de realização e audiência da faixa. Gracindo Jr. acompanhava a montagem, a edição, a sonorização e o desempenho dos atores.
DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Gracindo Jr. nos bastidores de novela da Globo
O ator e diretor migrou para a TV Manchete em 1984. Na rede, atuou na novela A Marquesa de Santos (1984), na qual viveu Dom Pedro 1º (1798-1834) e fez seu primeiro par romântico com Maitê Proença. Os dois também contracenaram em Dona Beija (1986). Na Manchete, também esteve em Tudo ou Nada (1987).
De volta à Globo, Gracindo Jr. atuou na minissérie Tenda dos Milagres (1985) e dirigiu alguns episódios do Sítio do Picapau Amarelo (1977-1986).
Também estão no currículo do artista Jogo da Vida (1981), Mandala (1987), O Salvador da Pátria (1989), Araponga (1990), Deus nos Acuda (1992), Anjo de Mim (1996), Esplendor (2000), Celebridade (2003) e Como uma Onda (2004). Ainda dirigiu na Globo A Sucessora (1978), Memórias de Amor (1979), Marron Glacê (1979) e Explode Coração (1995).
Em 2006, Gracindo Jr. foi para a Record, onde fez Cidadão Brasileiro, Luz do Sol (2007), Poder Paralelo (2009), Ribeirão do Tempo (2011), Rei Davi (2012), Pecado Mortal (2013), Plano Alto (2014) e Milagres de Jesus (2014).
Ainda fez a novela portuguesa Ouro Verde (2017) e as séries Magnífica 70 (2015-2018) e Homens? (2019). Ele sempre trabalhando simultaneamente no teatro e na televisão, participando de mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor.
Já no cinema, fez parte dos filmes Os Homens que eu Tive (1973), As Moças Daquela Hora (1973), O Dia Marcado (1977), Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), O Trapalhão na Arca de Noé (1983), Floresta das Esmeraldas (1985), Buena Sorte (1986), Desterro (1991), A Hora Marcada (2000), Bufo e Spalanzani (2001), A Selva (2004), Primo Basílio (2006) e Segurança Nacional (2010).
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