LUTO
Divulgação/Kirsty Griffin

O cineasta neozelandês Lee Tamahori, que morreu após luta contra a doença de Parkinson
O cineasta neozelandês Lee Tamahori, responsável pelos filmes 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002) e Na Teia da Aranha (2001), morreu aos 75 anos. Ele lutava contra a doença de Parkinson, mas não havia parado de trabalhar por causa do diagnóstico. O agravamento do quadro foi apontado como a causa da passagem. A condição não tem cura e permite apenas tratamentos para controle dos sintomas.
De acordo com comunicado de sua família à rede RNZ, ele morreu em paz, cercado por parentes e muito amor, em sua residência na Nova Zelândia, país onde nasceu e que ajudou a divulgar para o mundo no premiado longa O Amor e a Fúria (1994), estrelado por Temuera Morrison.
Nascido em Wellington em 1950 com o nome Warren Lee Tamahori, o diretor iniciou sua carreira na indústria cinematográfica no final dos anos 1970. Seu reconhecimento veio em 1994, com o lançamento de O Amor e a Fúria, filme que retratava a vida do povo māori e os efeitos da colonização da Nova Zelândia sobre essa população indígena.
Após esse trabalho, que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no New Zealand Film Award, Tamahori dirigiu produções como O Preço da Traição (1996), No Limite (1997), com Alec Baldwin, e Na Teia da Aranha, com Morgan Freeman.
Em seguida, comandou 007 - Um Novo Dia Para Morrer, que marcou a despedida de Pierce Brosnan do papel do agente britânico do MI6. Depois da superprodução, o diretor comandou mais seis filmes antes de sua morte --entre eles, Triplo X 2: Estado de Emergência (2005).
Lee Tamahori estava em processo de pós-produção de O Império da Vingança, com Adrien Brody e Bill Skarsgård, cujo lançamento está previsto para o ano que vem. A produtora Pétrus Films não informou se a participação do cineasta tinha sido concluída ou se outra pessoa precisará assumir a função.
A família não divulgou detalhes sobre o funeral ou cerimônias de despedida do cineasta, mas soltou um comunicado baseado na cultura māori que ele ajudou a divulgar. "Seu legado perdura com sua whānau, seus mokopuna, cada cineasta que ele inspirou, cada fronteira que ele quebrou e cada história que ele contou com seu olhar genial e coração honesto."
"Um líder carismático e espírito criativo feroz, Lee promoveu o talento māori tanto na frente quanto atrás das câmeras. Ele finalmente retornou para casa para contar histórias fundamentadas em whakapapa e identidade, com Mahana e seu último filme, The Convert, reafirmando sua profunda conexão com Aotearoa. Perdemos um imenso espírito criativo."
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