Menu
Pesquisar

Buscar

Facebook
X
Instagram
Youtube
Pesquisar

Buscar

ESQUEMA BILIONÁRIO

MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da Choquei são presos pela Polícia Federal

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Montagem com fotos de MC Ryan SP e Poze do Rodo, posando com feições sérias

MC Ryan SP e Poze do Rodo em fotos do Instagram; funkeiros são alvos de investigação da PF

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 15/4/2026 - 7h56
Atualizado em 15/4/2026 - 10h02

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo durante uma megaoperação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em diferentes Estados do país, com foco em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Batizada de operação Narco Fluxo, a ofensiva também tem como alvo o influenciador Chrys Dias e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. Segundo as autoridades, a investigação apura a existência de uma estrutura organizada para ocultar e dissimular valores de origem suspeita.

De acordo com informações fornecidas pelo Bom Dia São Paulo, MC Ryan SP foi preso em uma casa em Rivieira de São Lourenço, no litoral paulista. Ele teve bens apreendidos durante a ação.

As investigações apontam que o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em menos de 24 meses. Ainda segundo a apuração, o grupo supostamente utilizava a indústria fonográfica e o show business como parte da engrenagem para dar aparência lícita às transações financeiras.

A PF também indica que havia conexão com outras atividades ilegais, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais, associadas à imagem de influenciadores de grande alcance. O suposto esquema envolveria ainda mecanismos de blindagem patrimonial e lavagem por meio de empresas, terceiros e criptoativos.

Outro ponto destacado é que o sucesso artístico e as métricas de engajamento nas redes sociais teriam sido usados como uma espécie de "escudo de conformidade", dificultando a identificação das irregularidades.

Mais de 200 policiais federais participam da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Durante as ações, já foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem contribuir para o avanço das investigações. Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados.

Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o papel individual de cada um dos alvos, e o caso segue em investigação.

"As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos", declarou a PF em comunicado enviado à imprensa.

"Foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento", destacou.

"As investigações continuam, e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante o cumprimento das medidas, já foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações", acrescentou.

Defesa dos acusados

Ao Bom Dia São Paulo, a defesa de Poze do Rodo foi sucinta com relação à operação. "A defesa afirmou que desconhece os autos ou o teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, vai se manifestar na Justiça para reestabelecer a liberdade do cliente e prestar os devidos esclarecimentos ao poder judiciário", declarou Sabina Simonato.

No caso de Raphael Sousa Oliveira, não foi divulgado exatamente o envolvimento dele no esquema. Ao G1, o advogado do influenciador Frederico Moreira disse que ele está sendo ouvido na sede da Polícia Federal, em Goiânia, sem fornecer mais informações até o momento.

Até o momento de publicação deste texto, a defesa de MC Ryan SP não se manifestou sobre o assunto.


Mais lidas


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.