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MÁRCIO GOMES

Márcia Dantas rebate reclamação sobre preços da COP 30: 'Tá é barato demais'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Montagem com frames de Márcia Dantas e Márcio Gomes em vídeos do Instagram

Márcia Dantas rebateu críticas de Márcio Gomes sobre salgado a quase R$ 30 na COP 30

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 7/11/2025 - 20h48

Depois de o âncora Márcio Gomes, da CNN Brasil, reclamar dos preços "exorbitantes" da comida servida na COP 30, que começa oficialmente na segunda-feira (10), em Belém (PA), a jornalista Márcia Dantas, da Jovem Pan News, decidiu rebater as críticas do colega. "Tá é barato demais, meu bem", alfinetou a colega, que é paraense.

Márcia gravou um vídeo no seu Instagram para responder aos comentários do contratado da CNN Brasil. "Márcio Gomes e todos os colegas que hoje estiveram reclamando dos preços da COP. Eu entendo vocês e até concordei em um primeiro momento. Mas aí, como paraense, eu falei: 'Não é possível, a gente paga tanta coisa cara aqui em São Paulo, né? Eu vou pesquisar'", iniciou.

"E quando eu vi que o Márcio Gomes falou do queijo do Marajó, eu decidi entender a cadeia produtiva, como que o queijo do Marajó faz para chegar à mesa do consumidor ou estar dentro de um salgadinho, que deve ser uma delícia. Isso sem falar do camarão, que em todo lugar é um absurdo o preço. Era camarão com queijo do Marajó, me deu água na boca só de pensar", disse.

"Enfim, fui entender a cadeia produtiva do queijo do Marajó que, por sinal, é um dos produtos mais raros e premiados do Brasil. Esse queijo é feito com queijo de búfala lá da ilha do Marajó, que fica lá no extremo norte do Pará. O queijo é artesanal, segue regras rígidas de produção pra poder usar o nome queijo do Marajó. Só isso já encarece o preço do produto", explicou Márcia.

"E pra ele chegar na mesa, dentro do salgadinho, ele precisa cruzar rios absurdos, só até Belém são em média três horas e meia se for em lancha. Se for num barco comum, pode demorar até 24 horas, numa logística bem complexa porque ele precisa ficar refrigerado", ressaltou a âncora.

"Tudo isso encarece o produto, mas também valoriza e faz dele um produto muito raro e delicioso, que derrete na boca. O quilo do queijo do Marajó pode custar até R$ 200. Podia ser até mais caro esse salgado, meu amigo Márcio Gomes", falou ela, que fez um cálculo rápido do custo de 70 gramas do derivado do leite usado em cada salgado.

"Se a gente parar pra pensar que em São Paulo a gente paga R$ 29 num pão com ovo gourmetizado (risos), naquele café superfaturado que você vai tomar com seus colegas ali perto da Paulista... Então é isso! Só que quando a gente fala da Amazônia, mesmo sendo um produto artesanal, mesmo tendo tradição, 'ai, é caro', aí as pessoas que estão de fora reclamam do preço", disparou a jornalista.

"A COP 30 também vai servir pra isso. A gente quer preservar a cultura, preservar o trabalho em cadeia artesanal, não é sobre questionar se o valor é alto ou não, ainda mais alguém que vem de fora. É sobre entender o valor real e o significado da preciosidade, do sabor e da culinária única que vem da floresta. Então, não tá caro, tá é barato demais, meu bem", finalizou.

O que Márcio Gomes falou sobre a COP 30?

Durante a cobertura da reunião de lideranças mundiais realizada na quinta (6), Márcio Gomes relatou que gastou R$ 99 em apenas três itens alimentícios: dois salgados e um refrigerante. O âncora da CNN Brasil se queixou dos preços exorbitantes nas redes sociais.

O jornalista compartilhou a experiência em um vídeo publicado em seu perfil. "Amigos, nesse primeiro dia de discussões sobre o clima, eu, trabalhando bastante, correndo bastante aqui nesse parque da cidade, onde foi montado todo o complexo da COP 30, fui buscar um salgadinho e tá caro", iniciou ele.

O comunicador mostrou os produtos e detalhou a conta. "Essa quiche de espinafre mais essa, não vou fazer propaganda, mais esse refrigerante zero, isso aqui deu R$ 70", disparou.

Mesmo com o susto inicial, Gomes decidiu comprar outro salgado para se sustentar ao longo do dia. "Achei que ia ser pouco pra me alimentar pelo dia inteiro, então comprei esse camarão com queijo, deu R$ 28, ou seja, aqui deu R$ 99", explicou.

O jornalista ainda brincou com o tamanho das porções e comentou sobre a justificativa do preço. "Aí eu falei, 'Nossa, mas é salgadinho, R$ 29?'. E ela [a vendedora] disse: 'Mas o queijo é de Marajó'. Deve ser um queijo maravilhoso, claro que eu vou provar, respeitando a culinária aqui do lugar, respeitando tudo, mas esses preços estão exorbitantes aqui na COP", reclamou.

A publicação chamou a atenção para os valores cobrados dentro do evento. Além dos salgados, outros produtos também apresentam custos considerados altos. Uma garrafa de água de 350 ml está sendo vendida por R$ 25, enquanto sucos naturais chegam a R$ 30.

As refeições completas, segundo relatos de participantes, variam até R$ 70. Já os sanduíches naturais custam cerca de R$ 35, e as sobremesas também não ficam atrás: um brigadeiro sai por R$ 20, e um brownie, por R$ 30.

Os preços praticados refletem uma das preocupações já levantadas por organizadores e visitantes da COP 30: o alto custo de hospedagem e alimentação durante o evento internacional.


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