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SAÚDE MENTAL
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Luciana Vendramini em foto do Instagram; atriz falou sobre diagnóstico de TOC e tabus com a doença
Luciana Vendramini revelou que escondeu por anos sua história com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) por medo de ser estigmatizada. A atriz contou que chegou a desistir de lançar um livro sobre a doença por receio dos julgamentos, mas voltou atrás e agora prepara a publicação, além de um documentário sobre sua experiência.
Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, a artista explicou que a obra focada no transtorno foi escrita por Armando Antenore há alguns anos. Segundo ela, os dois passaram sete meses reunindo depoimentos, mas o projeto acabou sendo adiado por insegurança.
"No final, eu não quis lançar o livro. Fiquei com muito medo de ficar estigmatizada, porque vivemos em um mundo de muitos julgamentos e preconceitos", disparou.
"Eu sempre adiava, mas aí veio a pandemia, o mundo adoeceu e todo mundo olhou para a saúde mental. Agora o projeto está andando mesmo. Vou lançar o livro e um documentário também, acredito que até o final do ano", adiantou.
A atriz afirmou que decidiu compartilhar sua experiência para ampliar o debate sobre o TOC, que considera uma doença invisível, mas capaz de comprometer todas as áreas da vida. Ao recordar o período em que enfrentou o transtorno, ela resumiu o impacto em poucas palavras: "Quando eu tive TOC, a minha vida parou".
"Eu acho importante falar sobre o TOC porque é uma doença invisível, mas que não deixa de ser uma doença. Ao contrário das visíveis, como quebrar um braço ou ter uma dor de barriga, essa compromete a sua vida inteira e em todos os setores", declarou ela.
Ela também recordou que, na época do seu diagnóstico, havia pouca informação disponível sobre o transtorno. "Como foi em 1997, uma época em que ninguém falava sobre isso, tive que marcar consultas com vários médicos para entender o que era. Não existia nem livro que falasse sobre o assunto", ponderou.
"Fui batendo cabeça, indo a médicos, procurando livros que não existiam e lutando. Até eu mesma tinha preconceito em relação a tomar remédio: achava que ia me dopar, tudo por falta de informação", finalizou.
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