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NOVELA DA GLOBO

Luana Piovani expõe assédio que a tirou de Anjo Mau: 'Não sentei no colo'

REPRODUÇÃO/TV BRASIL

Luana Piovani no Sem Censura

Luana Piovani no Sem Censura; atriz relembrou episódio de assédio nos bastidores de novela

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 8/4/2026 - 15h07

Luana Piovani voltou a falar sobre um episódio marcante do início de sua carreira e expôs um caso de assédio que, segundo ela, resultou em sua saída do remake de Anjo Mau (1997). "Não sentei no colo de Carlos Manga [1928-2015] e, de repente, saí de Anjo Mau", relatou a atriz.

O relato foi feito em entrevista à jornalista Hildegard Angel, no canal TV 247. Na conversa, Luana relembrou que estava escalada para a novela e interpretaria a filha da personagem da modelo e atriz Luiza Brunet na trama da Globo. Durante uma reunião com o diretor Carlos Manga, ela foi chamada com um gesto que indicava que deveria se sentar em seu colo.

A atriz contou que, diante da situação, tentou contornar o momento sem confronto direto. "Uma hora, o Manga fez assim para mim: 'Vem aqui, senta aqui'. Ele tinha na base, mais ou menos, de uns 80 anos. Eu tinha na base, mais ou menos, de uns 21", ponderou.

"Levantei e falei: 'Vou'. Fui levantando, sentei no braço da poltrona e falei: 'Só aqui, né?", afirmou. "Não sentei no colo", resumiu, ao relembrar o episódio.

Dias depois, segundo Luana, ela recebeu um telefonema informando que estava fora da novela. O motivo apresentado na época foi vago, sem maiores explicações. Anos mais tarde, em conversa com um fotógrafo, ela disse ter entendido o que, de fato, teria motivado sua saída da produção.

A artista também refletiu sobre como enxergava situações como essa nos anos 1990. De acordo com ela, na época, não associava esse tipo de abordagem ao assédio, por não se tratar de algo explícito ou físico. O contexto, segundo a atriz, era marcado por práticas naturalizadas e pouco questionadas nos bastidores da televisão.

Carlos Manga morreu em 2015, e o episódio veio à tona apenas décadas depois de ter ocorrido. Luana, hoje com 49 anos e vivendo fora do Brasil, afirmou não ter levado o caso para terapia na época e destacou que só passou a compreender melhor a situação com o passar dos anos.


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