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Lito Sousa revela como a esposa percebeu os primeiros sinais de doença rara

REPRODUÇÃO/RECORD

Lito Sousa no hospital

Lito Sousa no hospital; influenciador ainda acredita em uma cura experimental para doença rara

REDAÇÃO

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Publicado em 30/8/2026 - 20h17

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O piloto Lito Sousa falou novamente sobre seu quadro delicado de saúde e a mobilização feita por sua mulher, Mila Seidl, para encontrar um tratamento possível para sua condição. Segundo o influenciador, diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, foi ela quem notou os primeiros sinais da doença rara.

O novo depoimento de Lito foi ao ar no Domingo Espetacular e foi feito no hospital onde ele está internado. Emocionado, o influenciador, considerado uma referência em produção de conteúdos sobre aviação, exaltou o cuidado da mulher.

"Eu não poderia falar de mim sem falar de quem está comigo desde o início. Pra te falar a verdade, foi ela quem olhou pra mim e falou: 'Você não tá bem'", contou ele.

Também em entrevista ao programa da Record, Mila detalhou que os primeiros sinais surgiram durante uma viagem da família para os Estados Unidos. Juntos desde 2014, os dois são pais de um menino de sete anos.

"Ele estava jantando e quando estava cortando [a comida], a mão dele começou a vir aqui para cima. Eu estava começando a ver a mão dele aqui em cima. Aí eu desci o braço dele, e falei: 'Você viu que seu braço tá lá em cima?' e ele disse que não", explicou.

Após retornar ao Brasil, o influenciador buscou atendimento médico. "Na hora que o médico contou [o diagnóstico], eu desabei e o Lito ficou firme ali, escutando, fazendo perguntas", relembrou Mila.

Os sintomas lembram outras doenças degenerativas, mas a Creutzfeldt-Jakob, conhecida como DCJ, é muito mais agressiva. Muitos pacientes com a doença perdem a cognição cerebral pouco tempo depois do diagnóstico. Contudo, Lito é uma exceção.

O piloto demonstra capacidades como atenção, percepção, linguagem e memória praticamente em 100%. Lito tenta usar essa condição para sensibilizar uma farmacêutica a aceitá-lo em um grupo de estudos científicos. O influenciador e sua família ainda acreditam em um tratamento.

"A Mila organizou uma conversa, para termos uma tentativa. E eles aceitaram fazer a conversa. Eu trabalhei 36 anos na aviação. Eles ficaram impressionados com o meu nível de lucidez e de cognição. Mas a gente sabe também que lá fora esses estudos com medicamentos, eles são muito rígidos... Em dois meses eles devem reabrir para esse remédio, que é bastante promissor, e eu vou estar preparado", contou ele.

Diante da condição de saúde delicada do marido, Mila é quem tem usado as redes sociais para pressionar empresas e autoridades que podem ajudar a acelerar um possível tratamento experimental. "A fé que eu tenho de que a gente vai conseguir, é no que o meu compadre falou pra mim: 'É uma doença rara, com um quadro clínico raro, com um homem raro'. E a gente vai ter um desfecho raro", disse ela.


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