A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
CITADA
Reprodução/Instagram e TV Globo

Deolane foi defendida pela irmã, Daniele, após Renan Santos mencionar sua prisão na Globo
A advogada Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, rebateu o presidenciável Renan Santos (Missão) após a influenciadora ser citada na sabatina do candidato na Globo nesta quarta-feira (25), durante uma pergunta sobre combate ao crime organizado. Ela publicou um desabafo no Instagram, em que frisou que a ex-A Fazenda é investigada e não foi condenada.
"Ontem, em uma entrevista de um candidato à Presidência da República em rede nacional, em meio a tantos assuntos importantes para o futuro do Brasil, o nome escolhido para exemplificar o crime organizado foi o da minha irmã, Deolane. E bastou esse único corte. Hoje, o nome dela está novamente em toda a imprensa", iniciou Daniele.
A advogada afirmou que o nome da irmã deve ser usado durante a campanha eleitoral para gerar engajamento. No passado, a família se posicionou como eleitora do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição.
"Eu já entendi o que provavelmente vamos enfrentar durante esses meses de campanha: Deolane será usada como boneco de esporro sempre que alguém quiser uma frase de impacto, um corte, uma manchete ou repercussão. Porque o nome dela gera engajamento. E, aparentemente, quando o objetivo é aparecer, vale tudo", completou.
Daniele ainda reforçou que a irmã "tem direito à presunção de inocência e ao devido processo legal". "Uma prisão cautelar não transforma acusação em sentença e investigação não é sinônimo de culpa. Podem repetir o nome dela mil vezes. Podem transformá-la em manchete durante toda a campanha. Nós continuaremos fazendo o que sempre fizemos: respondendo dentro dos autos, com documentos, provas e defesa", concluiu.
Na Globo, Renata Vasconcellos questionou Santos sobre sua proposta de aplicar o Direito Penal do Inimigo contra membros de facções criminosas, o que, segundo avaliação de críticos, poderia reduzir garantias fundamentais. A âncora perguntou como seria possível definir as pessoas classificadas como "inimigas da nação" sem esbarrar em arbitrariedades.
Santos defendeu que as autoridades policiais, o Ministério Público e a Polícia Federal seriam capazes de fazê-lo, e, então, citou o caso de Deolane. "Hoje, existem investigações que determinam que uma pessoa é membro de uma facção. Uma influencer chamada Deolane, descobriram que ela era não apenas uma influenciadora, mas uma advogada ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital)", lembrou.
Deolane está presa desde maio. Alvo da Operação Vérnix, a advogada virou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o PCC. Ela nega envolvimento com o crime organizado e diz que transações financeiras com membros da facção são honorários por sua atuação como advogada criminalista.
© 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução
Mais lidas
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.