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DANIELE BEZERRA

Irmã de Deolane diz que influenciadora é 'perseguida' por ter apoiado Lula

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Deolane Bezerra em foto posada publicada nas redes sociais

Deolane Bezerra; irmã defende que influenciadora presa está sofrendo perseguição política

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 23/5/2026 - 20h19

Irmã de Deolane, Daniele Bezerra saiu em defesa da influenciadora após a prisão decretada pela Justiça em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela, que também é advogada, reforçou que a ex-Fazenda tem sido alvo de uma suposta perseguição e associou isso ao apoio dado ao presidente Lula (PT) na campanha de 2022.

Em uma sequência de publicações no Instagram neste sábado (23), Daniele criticou o tratamento midiático que tem sido dado à prisão da irmã e disse que precisa se manifestar "enquanto ainda pode", reforçando uma suposta perseguição política.

"Você pode não gostar da Deolane. Mas é impossível ignorar que a prisão dela está sendo usada como uma manobra midiática e política para atingir o atual presidente da República. E eu vou falar sobre isso enquanto ainda posso. Porque já não sei até quando permitirão que eu exerça o meu direito de defesa e o direito de defender", disse ela.

Em um vídeo de quase dez minutos, a advogada descreveu a rotina de assédio que os familiares da influenciadora vêm sofrendo, sobretudo pelo julgamento das pessoas e pela cobertura da mídia. Ela ainda sustenta como o encontro de Deolane com Lula, ainda em 2022, teria sido o suposto gatilho para os problemas da irmã com a Justiça.

"Deolane decidiu se posicionar politicamente, naquela terça-feira [24 de abril de 2022] esteve com o então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela acreditava naquilo que ele defendia. 6 dias depois daquele encontro, um ofício foi enviado pelo MP de São Paulo para que um inquérito fosse aberto em seu nome", disse ela.

Daniele defendeu que não está sendo leviana ao fazer uma associação direta entre a prisão da irmã e o atual presidente da República. Ela alega que pode provar o que diz, ou seja, a coincidência das datas, apenas pelos autos do processo.

"A política deveria servir ao povo, não destruir pessoas. Quando opiniões viram perseguição, a democracia deixa de ser liberdade e passa a ser medo", declarou ela na legenda da publicação.

Esta não é a primeira vez que Daniele sai em defesa da irmã nas redes sociais. Na quinta-feira (21), a advogada criticou o tratamento dado ao caso e afirmou que a opinião pública costuma condenar pessoas antes da conclusão das investigações.

Segundo a investigação da Operação Vérnix, Deolane é suspeita de receber valores provenientes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo.

A investigação aponta que depósitos em espécie ordenados pela cúpula da facção teriam sido feitos em contas pessoais e empresariais ligadas à advogada entre 2018 e 2021. Os investigadores afirmam que mais de R$ 1 milhão teria sido movimentado em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como smurfing.

Também consta no inquérito que duas empresas associadas a Deolane receberam cerca de R$ 716 mil de uma companhia apresentada como banco de crédito. Segundo a polícia, o responsável formal pela empresa seria um homem da Bahia com renda compatível a aproximadamente um salário mínimo mensal.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora. O valor, segundo a investigação, corresponde a quantias cuja origem não teria sido comprovada e que apresentam indícios de lavagem de dinheiro.

A operação ainda mira parentes de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. Além dos mandados de prisão preventiva, a Justiça autorizou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

Deolane já havia sido presa anteriormente, em setembro de 2024, durante a Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas retornou ao presídio após descumprir medidas cautelares antes de ser liberada dias depois.


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