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LUTO

Ícone do reggae, Jimmy Cliff morre aos 81 anos após complicações de pneumonia

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Jimmy Cliff segurando um microfone, cantando com os olhos fechados, usando um lenço na cabeça que mistura laranja e vermelho

Jimmy Cliff em foto do Instagram; artista morreu após uma convulsão decorrente de pneumonia

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 24/11/2025 - 11h50

Jimmy Cliff, um dos nomes mais importantes da história do reggae mundial, morreu aos 81 anos após sofrer uma convulsão decorrente de um quadro de pneumonia. A informação foi confirmada pela família em um texto publicado no perfil oficial do artista no Instagram, assinado por sua esposa, Latifa. 

Considerado um pilar do reggae e do ska jamaicano, Cliff construiu uma trajetória de influência global, com clássicos como The Harder They Come, You Can Get It If You Really Want e Many Rivers to Cross.

O artista nasceu em Saint James, na Jamaica, e começou a cantar ainda  jovem em feiras e festas locais antes de se mudar para Kingston, aos 14 anos, para investir na carreira.

Antes de completar 20 anos, ele já acumulava hits como Hurricane Hattie, King of Kings, Dearest Beverley, Miss Jamaica e Pride and Passion. Seu primeiro álbum, Hard Road to Travel, foi lançado em 1967, depois que Cliff assinou contrato com a gravadora Island Records --a mesma que impulsionou grandes nomes do reggae, como Bob Marley (1945-1981) e Toots & the Maytals.

A morte do artista acontece poucos anos após ele lançar Human Touch, seu último single, marcado por uma sonoridade que resgata o reggae dos anos 1960. A faixa traz reflexões sobre solidão e os impactos da pandemia, mostrando que sua obra seguia se reinventando mesmo depois de mais de seis décadas de carreira.

Jimmy Cliff também mantinha uma relação especial com o Brasil. Ele esteve no Rio de Janeiro pela primeira vez em 1968, quando se apresentou no Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho, cantando Waterfall.

No país, compôs Wonderful World, Beautiful People em 1969, música considerada uma das primeiras faixas de reggae a estourar fora da Jamaica e que chegou às paradas dos Estados Unidos.

Durante os anos 1980, o cantor virou praticamente uma figura folclórica em terras latino-americanas. Ele fez turnês lotadas ao lado de Gilberto Gil e gravou o clipe de We All Are One nas praias do Rio, dirigido por Tizuka Yamasaki.

A presença de sua música também marcou produções brasileiras, como Hot Shot, que integrou a trilha sonora da novela Ti Ti Ti (1985). Nesse mesmo período, Cliff venceu o Grammy de Melhor Álbum de Reggae por Cliff Hanger (1985).

Sua relação com o país também se refletiu em sua vida pessoal: sua filha Nabiyah Be nasceu em Salvador, em 1992. Ela se tornou atriz internacional e participou do filme Pantera Negra (2018), da Marvel.

"Para todos os seus fãs em todo o mundo, saibam que o vosso apoio foi a força dele durante toda a sua carreira. Ele realmente apreciou cada fã pelo seu amor", afirmou a família em publicação sobre sua morte.

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