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Lô Borges em foto do Instagram; cantor morreu após passar quase um mês internado por intoxicação
Um dos fundadores do Clube da Esquina e ícone da Música Popular Brasileira (MPB), Lô Borges morreu aos 73 anos nesta segunda-feira (3). A informação foi confirmada pelo Hospital Unimed, em Belo Horizonte. O músico estava internado desde 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação medicamentosa em casa.
De acordo com o boletim médico, o cantor precisou ser levado às pressas para o hospital, onde foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e submetido a ventilação mecânica.
Nos últimos dias, Lô apresentava um quadro clínico grave e havia passado por uma traqueostomia. A causa da morte foi confirmada como falência múltipla de órgãos.
Salomão Borges Filho nasceu em 10 de janeiro de 1952, em Belo Horizonte. Ainda jovem, adotou o nome artístico Lô Borges, e ficou conhecido como um dos principais nomes do Clube da Esquina --movimento que marcou a história da MPB ao unir rock, jazz, música regional e poesia mineira.
Ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Tavito (1948-2019) e outros artistas, Lô ajudou a transformar a sonoridade da música brasileira na década de 1970.
Um dos grandes marcos de sua carreira veio em 1972, com o lançamento do álbum duplo Clube da Esquina, feito em parceria com Milton Nascimento. O disco é até hoje considerado uma das maiores obras da música brasileira, reunindo clássicos como Tudo que Você Podia Ser e Cravo e Canela.
No mesmo ano, o artista lançou seu primeiro trabalho solo, Disco do Tênis, que passou a ser considerado cult pela sonoridade experimental, ter um toque psicodélico e influências de Beatles e folk.
Compositor de sucessos como O Trem Azul e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, Lô Borges teve suas canções gravadas por nomes como Elis Regina (1945-1982), Gal Costa (1945-2022) e Skank.
Ao longo das décadas, ele manteve uma carreira discreta, mas fiel à sua essência. Mesmo longe dos holofotes, continuou compondo e se apresentando, sempre com uma legião de fãs fiéis à sua obra.
Lô Borges é considerado um ícone de uma geração que uniu Minas Gerais ao mundo, e deixa um legado de lirismo, simplicidade e experimentação. Seu último álbum de estúdio foi lançado em 2024, intitulado Tobogã.
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