A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
FILME DA NOVELA
REPRODUÇÃO/TV GLOBO e DIVULGAÇÃO/ESTÚDIOS GLOBO

Guilherme Fontes em A Viagem (1994) e Pedro Novaes no filme da novela; ator elogiou sucessor
Guilherme Fontes aprovou a escolha de Pedro Novaes para viver Alexandre na adaptação cinematográfica de A Viagem (1994), mas não procurou o colega para dar conselhos sobre o papel. Intérprete do personagem no remake da novela, ele afirmou acreditar que o jovem artista fará um trabalho marcante no longa produzido pelos Estúdios Globo.
O veterano contou que considera importante que Novaes tenha liberdade para construir sua própria versão do personagem. Para ele, uma nova adaptação precisa encontrar caminhos diferentes sem ficar presa ao material original.
"O Pedro é um ator talentoso. Ele não falou comigo, e ele está certo. É assim que tem que ser mesmo: você precisa ficar livre para poder criar. Senão ele fica me copiando, e a ideia não é essa. Não é uma paródia. Acho isso muito valioso. É melhor que ele tenha esse olhar próprio. E vai ser brilhante", declarou em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.
O ator também se mostrou favorável à decisão de transformar a novela em filme. Segundo ele, obras de sucesso precisam ganhar novas leituras e formatos para dialogar com diferentes gerações. "Eu acho que uma obra tem obrigação de encontrar mais de um formato. Hoje em dia, no mundo digital, tem que ser feito isso", avaliou.
Além da expectativa pelo novo projeto, Fontes destacou que Alexandre continua sendo um dos personagens mais importantes de sua carreira. O ator afirmou que o papel segue despertando interesse do público mais de três décadas após a exibição da novela.
"É fabuloso, mais do que eu podia esperar. E prova a força que um personagem pode ter na vida das pessoas. Eu diria que ele me dá mais dinheiro hoje do que deu na época. É um personagem que virou meme e figurinha", pontuou.
A adaptação de A Viagem para o cinema fará algumas alterações importantes na história exibida pela Globo em 1994. Uma das principais mudanças envolve as personagens Paty, que foi interpretada por Viviane Pinheiro, e Bia (Fernanda Rodrigues), que serão reunidas em uma única figura no longa.
Na novela, Paty era filha de Diná (que era vivida por Christiane Torloni), enquanto Bia era sobrinha da protagonista. Agora, a personagem interpretada por Lola Belli concentrará características das duas. Além disso, ela deixará de ser uma criança para se tornar uma adolescente com pouco menos de 18 anos.
Outra diferença será a ausência da comunicação por telepatia entre as irmãs Diná e Estela, um dos elementos mais lembrados da trama original. Lucinha Lins, que interpretou Estela na novela, já adiantou que o filme não seguirá fielmente o roteiro conhecido pelo público e atualizará a história para os dias atuais.
Inspirado na obra de Ivani Ribeiro (1922-1995), o longa acompanhará a relação conflituosa entre Diná, vivida agora por Carolina Dieckmmann, Otávio, interpretado por Rodrigo Lombardi, e Alexandre, papel de Pedro Novaes.
Com roteiro de Jaqueline Vargas e direção de Henrique Sauer, a produção também contará com Belize Pombal, Eriberto Leão, Emilio Dantas e Sara Antunes no elenco.
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