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CASAL 20
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Grazi Massafera como a Arminda de Três Graças; atriz queria casamento perfeito com Cauã
Grazi Massafera e Cauã Reymond ficaram juntos de 2007 a 2013, em uma relação que rendeu Sofia, a filha de 13 anos do ex-casal. A atriz, que estava no ar como a Arminda de Três Graças até o último sábado (16), admitiu que não foi fácil se separar do galã, apesar de o fim do romance ser inevitável. "Foi duro. Quando me separei, sofri", falou.
Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, Grazi abriu o jogo sobre o momento em que ela e Reymond decidiram seguir caminhos diferentes na vida. "Queria fazer diferente dos meus pais. Não rolou", resumiu a artista, que é filha de pais separados.
"A gente romantiza demais. Fui da geração das princesas da Disney. Eu acreditava. Foi duro, a realidade foi batendo. Mas, ao mesmo tempo, esta que sou hoje sempre existiu. Tinha um duelo entre ser a correta que a mamãe criou e a pessoa que eu queria ser", ressaltou Grazi.
"Meu pai queria que eu casasse com o primeiro namorado, com 22 anos. Eu falei: 'Casar? Eu vou fazer ficha para o BBB' (risos)", lembrou a atriz, que de fato participou da quinta edição do reality show. "Não podia falar porque não tinha independência financeira. Quando tive, virei mãe deles, com 25. Foi dura essa fase também."
Com uma infância sofrida, com poucos recursos, Grazi hoje vive uma situação bem diferente. Ela assegurou, porém, que não é assombrada pelo fantasma da escassez que viveu no passado. "Eu não tenho medo disso, não. Claro que não quero perder o que tenho, mas me reinventaria", cravou.
"Eu nunca deixei e não quero deixar de ter esse olhar para o real, para fora da minha bolha. Isso me faz mais humana. Me faz bem ir ao mercado e ver o preço das coisas ou dialogar com minha funcionária sobre a vida, sobre as questões da rotina de quem precisa enfrentar horas de ônibus. As mães que não têm com quem deixar os filhos", disse.
"Isso corta o coração, pois é a realidade de grande parte do país. Não quero deixar de olhar para isso. Gosto de estudar as estruturas de formação do nosso país. Eu tive momentos bem emocionantes com a [professora doutora] Fernanda Felisberto, de me emocionar demais por questões que não são minhas, mas da nossa sociedade."
"Por eu não perder de vista essa realidade, eu não tenho medo de me reinventar. Tenho certeza da dificuldade, do perrengue, mas sei que, mesmo se eu recomeçar de novo, ainda estarei muito na frente, porque nasci branca, loira, dentro de um padrão que criaram. Não é esta a realidade de mulheres negras e trans. Isso é muito duro. É um país duro", ressaltou.
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