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LUTO

Filha de Benedito Ruy Barbosa explica por que pai não passou por transplante de rim

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM e GLOBOPLAY

Montagem com fotos de Edilene Barbosa e Benedito Ruy Barbosa

Edilene Barbosa falou sobre quadro de saúde do pai, Benedito Ruy Barbosa (1931-2026)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 7/7/2026 - 20h08

A autora Edilene Barbosa, filha de Benedito Ruy Barbosa (1931-2026), aproveitou o funeral do pai para explicar por que ele não passou por um transplante de rim para tentar prorrogar sua vida --o escritor teve sua morte por insuficiência renal crônica confirmada na manhã desta terça-feira (7).

"Meu pai estava bem. Ele teve um problema no rim, né? Então, ele estava lúcido, bem... Até o rim começar realmente a parar, e aí não tem o que fazer, um transplante ele não suportaria", explicou Edilene.

"E também... Aí vem a pergunta. Vamos dar um rim para um senhor de 95 anos, enquanto tem crianças de 15, 13, 12 [anos], precisando de um? É incoerente, né? Tem uma incoerência aí mesmo, porque ele não suportaria, né...", contemporizou a autora de Cabocla (2004) e Sinhá Moça (2006).

Questionada sobre a última internação de Benedito, Edilene contou que o pai passou os últimos meses entrando e saindo do hospital por causa de seu quadro. "Ele teve várias infecções urinárias, né? Devido ao processo da infecção, de o rim não estar funcionando. Ele internava, melhorava, voltava para casa, tinha a vida normal, internava, melhorava...", lembrou.

"E de janeiro para cá, foi complicando mais. Agora, na última internação, que já tem uns 15 dias, eu acho, o médico já avisou: 'Olha, é difícil, está difícil'. Mas foi indo, fica a saudade, a saudade do meu pai", finalizou, na porta do velório.

Como foram os últimos dias de Benedito?

Antes, em entrevista ao SP1, Edmara Barbosa, irmã de Edilene, já tinha contado como haviam sido os últimos dias de Benedito Ruy Barbosa. A herdeira destacou que a despedida aconteceu de maneira tranquila.

"Ele foi bem, ele foi tranquilo, a gente estava junto e foi uma passagem tranquila", afirmou. Segundo ela, o autor partiu em paz, cercado pela família.

Edmara também ressaltou o legado deixado por Barbosa na teledramaturgia brasileira. "Acho que o legado fica. Ele cumpriu a missão dele de retratar o Brasil com muita honra e com muita dignidade", pontuou.

Conhecido por novelas que exploravam o universo rural e as relações humanas no campo, o autor tinha uma ligação direta com as próprias vivências. "Ele era um brasileiro nato, gostava e tinha raiz dele aqui. Procurou honrar o trabalho dele até o fim. Todas as novelas tinham muito das vivências dele, do campo, das histórias de vida, e isso conectava as pessoas", destacou.

Para a filha, a força das obras de Benedito está justamente na capacidade de emocionar o público. "A gente fala que a razão organiza o pensamento, mas a emoção conecta as pessoas. É isso que ele fazia", pontuou.

Edmara ainda ressaltou a dedicação do pai ao trabalho ao longo da carreira. "Ele sempre foi muito trabalhador, trabalhava muitas horas por dia, mas com um olhar atento ao povo. Isso faz as histórias dele serem atuais, apesar de terem sido escritas há tanto tempo", concluiu.


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