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CASO DE JUSTIÇA

Ex-segurança processa Hytalo Santos por assédio e relata festas com bebedeira

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Hytalo Santos está com uma das mãos apoiadas no queixo, em selfie no Instagram

Hytalo Santos: influenciador é investigado por uso indevido de imagem de menores na internet

IVES FERRO e LI LACERDA

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 15/8/2025 - 6h10

O ex-segurança Marlon Bento da Silva ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho contra o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Natan Vicente, acusando o casal de fraudar direitos trabalhistas e de submetê-lo a assédio moral durante todo o período do contrato. A petição, à qual o Notícias da TV teve acesso, descreve jornadas exaustivas, condições insalubres e episódios constrangedores nas mansões dos réus, localizadas em João Pessoa e Cajazeiras, na Paraíba.

De acordo com o processo, o autor afirma que cumpria escalas de até 72 horas ininterruptas, além de viagens de dez dias seguidos, "sem qualquer planejamento prévio ou observância da legislação trabalhista". Ele sustenta que foi vítima de humilhações e restrições abusivas, como a proibição de usar os banheiros internos das residências. O caso tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, na Paraíba.

"Podendo utilizar apenas o banheiro da piscina, que frequentemente se encontrava em condições insalubres, sujo e com fezes e urina de cachorros, em decorrência do alto fluxo de pessoas que frequentavam a casa e as festas", diz um trecho da inicial.

O ex-segurança relata que, pela ausência de local adequado, realizava suas refeições "sobre meios-fios, calçadas ou dentro dos veículos utilizados no trabalho". Ele também acusa os empregadores de invadirem sua privacidade, com "vigilância exacerbada" e exclusão não autorizada de dados de seu celular que serviriam como provas dos abusos, como áudios, fotos e vídeos.

A ação ainda destaca que, durante todo o contrato, o funcionário presenciou brigas conjugais, além de flagar Hytalo e o marido em situação de nudez. O documento acrescenta que os funcionários eram submetidos ainda ao consumo de bebidas e a comportamento sexualizado em festas.

Esses eventos, segundo a acusação, eram utilizados como conteúdo para engajamento nas redes sociais de Hytalo Santos. "O reclamado utiliza tais eventos como estratégia de engajamento com o público digital", afirma a defesa do trabalhador.

O autor sustenta que nunca teve sua carteira de trabalho assinada, apesar de exercer atividades típicas de segurança pessoal e patrimonial. Ele afirma que foi mantido sob contrato de prestação de serviços para mascarar a relação de emprego. Na ação, pede o reconhecimento do vínculo empregatício, pagamento de verbas rescisórias, horas extras e adicional de insalubridade, além de indenização por danos morais.

O caso tramita na Justiça do Trabalho da Paraíba e ainda não foi julgado. A reportagem procurou Hytalo Santos e seu marido, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Hytalo é investigado sob acusação de cometer infrações contra adolescentes nas redes sociais, como impor adultização e expor os jovens em conotação sexual para obter lucro. Ele foi um dos nomes denunciados pelo youtuber Felipe Bressanim, o Felca, em um vídeo que atingiu milhões de visualizações e mobilizou a discussão de novas regras para a proteção de jovens na internet.


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