A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
RICARDO CÔNTI
DIVULGAÇÃO

O preparador de elenco Ricardo Cônti: ele lança livro sobre como preparar atores para testes
Com quase 30 anos de estrada, o ator, diretor e preparador de elenco Ricardo Cônti se divide hoje entre o streaming, o teatro e os maiores espetáculos do país --incluindo o Festival Folclórico de Parintins. Prestes a lançar o livro + de 100 Monólogos para a Preparação de Atores - O Poder da Câmera, o artista carrega na bagagem a experiência de ter passado três anos como pesquisador e caça-talentos da Globo.
Em entrevista ao Notícias da TV, ele passa a limpo os bastidores da TV, detalha os segredos do treinamento de um dos astros da música sertaneja e aborda a sua participação gravada para a sétima temporada de Impuros, que chegará ao Disney+ em 2027.
"Não posso adiantar muita coisa sobre o personagem de Impuros, mas posso dizer que foi uma honra participar da série. Tem gente talentosa demais, tenho amigos queridos no elenco e na equipe que tive o privilégio de reencontrar no set", explica ele na conversa com a reportagem.
Essa versatilidade no audiovisual também foi colocada à prova recentemente no Globoplay: o profissional encarou o desafio de preparar o cantor sertanejo Gustavo Mioto e a atriz Maya Aniceto para a série vertical Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário.
O formato voltado para o consumo em celulares exigiu uma dinâmica cirúrgica. "O Gustavo é uma excelente pessoa, muito respeitoso, totalmente aberto às propostas, disposto a aprender e a descobrir como construir esse cara, cheio de semelhanças com ele", elogia o preparador.
Para fazer essa transição rápida dar certo no streaming, Conti explica que o elenco precisa entender a velocidade das novas mídias:
O que muda nas séries verticais para o ator é justamente a compreensão de que os tempos são muito precisos. Tudo é muito mais dinâmico, veloz, trabalhando muitos os clichês, de personagens muito desenhados já desde o argumento. Não há tempo nenhum a perder, e os enquadramentos prestigiam muito mais as atrizes e atores, na maioria das vezes.
Segundo Conti, o olhar afiado para as câmeras foi lapidado no período dentro da maior emissora do país:
Trabalhei para todos os produtores de elenco, era o caça-talentos, o cara que recebia o material e conduzia centenas de atrizes e atores nos estúdios para cadastro na emissora e muitos testes inclusive. Quando saí da emissora, sabia exatamente como conduzir para o olhar e o critério de quem escalava de verdade os talentos.
"Tinha muita gente talentosa e materiais maravilhosos, mas, na sua maioria, muita gente despreparada ou que não fazia as melhores escolhas para chegar com qualidade até lá", acrescenta.
Para o diretor, o principal erro de quem tenta uma vaga na televisão é se distanciar da própria essência diante do teste. "O verdadeiro poder da câmera é o poder de autenticidade de cada um. O trabalho permite fuçar esse lugar interno de reencontro com quem nós realmente somos, e explorarmos isso numa linguagem artística", avalia.
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