A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
LUCAS STRABKO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Lucas Strabko, o Cartolouco, trabalhou na Globo e também participou do Power Couple
O influenciador Lucas Strabko, mais conhecido como Cartolouco, virou réu por agressão física e violência psicológica a uma ex-namorada, que procurou a polícia. Outras duas ex-companheiras do ex-jornalista da Globo também afirmaram terem sido agredidas por ele, embora tenham preferido não denunciá-lo. Strabko nega as acusações.
Uma reportagem do Fantástico deste domingo (12) ouviu as três mulheres, mas identificou apenas uma delas --Gabriella Augusto, que teve um relacionamento de três anos com Strabko e que chegou a participar do Power Couple com ele. As outras duas pediram para não ser identificadas.
A ex-namorada mais recente, justamente a que fez a denúncia, chegou a ser queimada no ouvido por um cigarro que o Cartolouco fumava em janeiro deste ano. Em uma viagem a Cusco, no Peru, a violência teria sido ainda pior.
"A gente estava num bar, tudo muito gostoso, e eu fui ao banheiro. Ele entendeu que eu tinha demorado muito para voltar do banheiro. Começou a ficar agressivo, arrebentou meu escapulário ali no bar. Antes de a gente voltar pro hotel, ele também cuspiu em mim", lembrou ela.
"E a gente chega no hotel, ele começa a chutar todas as minhas coisas da mala, e ele começa a me chutar também. Eu só fiquei no chão enquanto ele me agredia, cuspia muito em mim, me dava diversos tapas. Aí ele pega o meu celular do chão, retira a capinha de proteção e arremessa dez vezes o celular no chão", contou a ex-namorada não identificada.
"Ele pisava em cima [do aparelho], já estava destruído. E foi ali que eu pensei: 'Ele quebrou, destruiu a única coisa que poderia me fazer conseguir sair daqui'. Eu só sentia medo, 'o que pode acontecer mais?'."
"Dói muito chegar no último capítulo dessa história e sentir culpa, vergonha, nojo. Sentir que você não era a mulher que você entrou no relacionamento. Em dezembro, eu não falava mais sobre o meu relacionamento com as pessoas ao meu redor. E elas já percebiam que os comportamentos dele passavam do razoável e do aceitável. Quando você não sabe o final, o desfecho, você tenta reescrever a história porque você é induzida a isso", disse ela.
Segundo a ex-namorada, o comportamento de Strabko alternava momentos de violência com outros de gentileza e amor extremos. "Eram sinais, gestos, demonstrações que deixavam claro o quanto ele desejava me manter na vida dele. Momentos que ele me pegava de surpresa, positivamente, que ele sempre capturou muito bem os detalhes", ressaltou.
As cenas de nervosismo, porém, seriam muito intensas. "Já ouvi também que eu era um câncer, p*ta, vagabunda, igual a todas as mulheres que ele já tinha tido relações sexuais antes. Ele nunca precisou de um motivo, ele me ofendia porque era o que ele tinha pra fazer, era o que ele queria fazer."
Gabriella Augusto afirmou ter passado por situações similares com o ex. "Teve um dia que eu cheguei em casa, estava tudo destruído. Ele já queimou um cigarro na minha bochecha, me puxou pelo cabelo, me jogou no chão, começou a me chutar", relatou ela, que explicou por que optou por não fazer a denúncia às autoridades:
"Você passa pelo término, aí você passa pela humilhação, pela delegacia, você se vê nesse lugar. Depois tem que ir pro IML fazer corpo de delito, e você tem que avisar sua família que passou por isso. É muito difícil".
A terceira mulher, também não identificada, relatou casos de pressão psicológica. "Ele me diminuía, me chamava de burra o tempo todo. Sua gorda, gorda escrot*, sai daqui, sua nojenta. Se você não ficar comigo, ninguém vai ter querer", lembrou ela.
Mas a violência também era física. "Ele tomava um gol no videogame, de um desconhecido, e me dava um soco. Depois que ele batia, era muito imediata a mudança, ele não continuava violento. Era como se fosse outra pessoa que tivesse chegado ali, era assustador."
"Meu maior arrependimento é não ter denunciado, porque sabia que ia acontecer com mais gente. Eu só não tinha condição na época", lamentou.
Em nota ao Fantástico, Lucas Strabko negou as acusações de violência. Ele alegou que, no Peru, foi a então namorada que, numa crise de ciúme, passou a dirigir ofensas verbais e a arremessar objetos, inclusive o próprio celular, contra ele.
Cartolouco afirmou ainda que não causou qualquer confusão no prédio da ex, que entregou a chave ao porteiro para o porteiro, que jamais disse que destruiria o apartamento dela, e que mesmo depois do registro do boletim de ocorrência, os dois voltaram a se encontrar.
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