CHICO SANTO

Ex-jornalista da Globo encontrado morto fez desabafo antes de afogamento

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Francisco de Assis Clemente está sorrindo, cercado por uma pilha de livros

Francisco de Assis Clemente, o Chico Santo: polícia constatou morte por afogamento dele

REDAÇÃO

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Publicado em 21/7/2026 - 12h39

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O jornalista brasileiro Francisco de Assis Ripol Clemente, conhecido como Chico Santo, foi encontrado morto após se afogar no lago de Genebra, na Suíça. O caso aconteceu no sábado (18), na região de Rolle, e está sob investigação das autoridades locais. Ele fez um desabafo sobre os vícios que enfrentava antes da tragédia.

De acordo com a polícia do Cantão de Vaud, o corpo foi localizado a cerca de três metros da margem. O brasileiro, de 46 anos, foi encontrado desacordado na água e não resistiu, mesmo após tentativas de reanimação feitas por banhistas e equipes de emergência.

O Ministério Público abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte, com apoio da brigada do lago e da polícia científica.

Pouco antes do episódio, Santo havia feito um desabafo nas redes sociais. Em uma publicação horas antes de sua morte, o jornalista afirmou que havia decidido abandonar o consumo de álcool. "Acabou a minha fase de loucuras. Ontem recusei o primeiro copo de champagne e nunca mais voltarei a ingerir bebidas alcoólicas", escreveu.

No mesmo texto, ele citou que enfrentava questões psicológicas e mencionou o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. "Felizmente, por sorte, não tenho dependência física de álcool; apenas psicológica", afirmou. Ele também disse que queria retomar a carreira no jornalismo esportivo.

Natural de São Paulo, Chico Santo construiu uma carreira de mais de duas décadas no jornalismo. Ele trabalhou em veículos como Globo, GloboNews, SporTV, Jovem Pan, Terra, Jornal do Brasil, O Dia e o portal Terceiro Tempo, onde atuou entre 2011 e 2012.

Ao longo da trajetória, acompanhou a Seleção Brasileira em Copas do Mundo e cobriu eventos internacionais, incluindo conflitos armados, desastres naturais e crises humanitárias. Segundo registros profissionais, chegou a trabalhar em mais de 40 países.

O jornalista era casado com Angela Zerbielli. Em nota, o portal Terceiro Tempo lamentou a morte e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão.

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