A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
LUTO
Divulgação/Paramount Pictures e Great American Family

Hayden Panettiere morreu aos 36 anos; Alexa PenaVega encontrou força na fé para sobreviver
A morte de Hayden Panettiere (1989-2026), aos 36 anos, chocou muitos fãs da atriz de Heroes (2006-2010), mas não foi exatamente uma surpresa para quem acompanha a trajetória de ex-estrelas mirins em Hollywood. Michelle Trachtenberg (1985-2025) e Daveigh Chase (1990-2026) são exemplos recentes de artistas que fizeram sucesso muito cedo e tiveram destinos trágicos. Para Alexa PenaVega, protagonista da franquia Pequenos Espiões, é difícil manter a cabeça no lugar diante de todas as oportunidades que surgem para os jovens talentos.
"Eu vou ser muito honesta com você, porque eu cresci nessa indústria e nunca trabalhei em outra coisa: essa vida que parece muito maluca para quem está de fora é normal para a gente, porque não conhecemos nenhum outro estilo. Isso é tudo o que vivemos", disse a atriz ao Notícias da TV em entrevista concedida antes da morte de Hayden.
As duas tiveram trajetórias profissionais similares: começaram muito cedo fazendo comerciais e, ainda na primeira infância, já estavam na TV --Hayden, na novela One Life to Live (1968-2013) aos quatro anos; Alexa, aos cinco, na série Evening Shade (1990-1994). Depois, não pararam mais de atuar.
Em sua biografia, This Is Me: A Reckoning (Essa Sou Eu: Um Acerto de Contas, em tradução literal), ainda inédita no Brasil, Hayden abriu o jogo sobre o vício em álcool, o uso de drogas e situações de assédio que viveu ao longo da carreira --inclusive de amigos e pessoas em quem confiava. Alexa não lidou com o abuso de substâncias, mas desenvolveu distúrbios alimentares no início da adolescência após um diretor dizer que ela "estava muito gorda".
"É muito estranho, com a cabeça que eu tenho hoje, pensar que isso tipo de coisa aconteceu mesmo. E que era visto como algo normal! Chegaram a me dizer que ele estava pensando no que era bom para mim, para minha carreira. Essas pessoas têm um poder invisível sobre você, e é muito fácil ceder se você não tiver uma base familiar e uma cabeça muito boa", lamentou.
Alexa "cedeu" à pressão de Hollywood de outras maneiras: depois de atingir à maioridade, encarou alguns papéis sensuais em produções violentas, como Caçadores de Recompensa (2013), Machete Mata (2013) e Sin City: A Dama Fatal (2014). Mesmo desconfortável, foi convencida de que aquele era o caminho a seguir para deixar a imagem de atriz mirim no passado.
Mas ela, que sempre foi uma pessoa religiosa, chegou a um ponto da carreira em que teve de bater o pé. "Eu passei a lutar por algumas coisas. Conforme a minha fé crescia, comecei a fazer papéis bem diferentes dos que estava fazendo. E os filmes começaram a mudar também. Não foi fácil. Nos últimos oito anos, ser uma pessoa de fé na indústria foi bem complicado", ressaltou.
"Mas eu sou muito grata porque não precisei comprometer minha bússola moral. E, mesmo numa fase de menos projetos, a indústria ainda me proporcionava projetos criativos para eu exercer a minha arte e me divertir fazendo filmes e séries dos quais eu posso me orgulhar", discursou ela, que agora vê um aumento em produções feitas para toda a família e das quais pode participar sem problemas --inclusive formando par romântico com seu marido na vida real, o cantor e ator Carlos PenaVega.
Nesta segunda-feira (17), após a morte de Hayden ser noticiada, Alexa --que chegou a contracenar com ela em sete episódios da série Nashville: No Ritmo da Fama (2012-2018), fez um desabafo sobre a perda da colega. "Hayden, Michelle, Daveigh... Meu coração está pesado hoje", escreveu no Instagram.
"Esses não são apenas nomes da minha infância, são garotas que cresceram comigo, compartilhando um mundo que era empolgante e também incrivelmente difícil. Nós éramos crianças navegando algo tão grande, e nem todas tiveram a base emocional e o apoio que mereciam. Hoje, estou de luto, mantendo as famílias delas nas minhas orações e pensando em todos que ainda estão enfrentando batalhas que não podemos ver", lamentou.
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