INVESTIGADO PELO MPT

Eliezer admite que reality com funcionárias parece bizarro: 'Meio Black Mirror'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

casal posa para foto

Viih Tube e Elizer criaram o reality As Patroas, nas redes sociais, com funcionários de casa

REDAÇÃO

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Publicado em 2/7/2026 - 17h07

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Eliezer Netto reconheceu que o reality As Patroas, criado por ele e Viih Tube com funcionários da casa onde vivem, passou uma impressão equivocada ao público. Em entrevista ao Melhor da Tarde, da Band, nesta quinta-feira (2), o influenciador admitiu que o primeiro episódio --exibido sem o restante da proposta-- acabou parecendo "uma coisa meio Black Mirror". O ex-BBB disse que ficou assustado com a repercussão, que levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a abrir uma investigação sobre o caso.

  • Entenda a notícia
  • Eliezer disse que a intenção era chamar atenção para o debate sobre a escala 6x1;
  • Segundo ele, os funcionários participaram voluntariamente, assinaram contrato e receberam cachê pela participação;
  • O ex-BBB revelou que o jurídico alertou sobre os riscos do projeto, mas que ele e Viih Tube decidiram seguir em frente;
  • O influenciador disse que ficou "assustadíssimo" com a investigação do Ministério Público do Trabalho e a repercussão do caso.

"Olhando só para esse episódio, logicamente é uma coisa meio Black Mirror. Mas foi do jeito que a gente queria chamar atenção. Chamou, né? Só que a gente não imaginava que seria tanto", disse, em referência à série da Netflix que retrata cenários distópicos.

Segundo o ex-BBB, a intenção era provocar um debate sobre o fim da escala 6x1. Ele explicou que o lançamento do primeiro episódio foi marcado para coincidir com a votação do tema no Senado e que o segundo capítulo faria a ligação entre a dinâmica e a crítica social. Com a reação negativa, porém, o casal decidiu antecipar a publicação.

"A gente sabia que repercutiria, mas não imaginava que repercutiria tanto. Ministério Público, Ministério do Trabalho... Isso foi uma grande surpresa para a gente", afirmou.

O influenciador contou que chegou a cogitar interromper o projeto quando viu a dimensão da polêmica.

"Quando a gente recebeu a denúncia, eu falei: 'E agora? O que a gente faz?'. A gente pensou em parar com o reality. Depois decidiu antecipar o segundo episódio para as pessoas entenderem a proposta", disse.

Assumiram os riscos

Ao longo da entrevista, Eliezer rebateu as críticas de que os funcionários teriam sido expostos contra a vontade. Segundo ele, todos aceitaram participar.

"Eles foram convidados, toparam, assinaram contrato, receberam por isso. Além do prêmio, eles recebem por episódio e pelo direito de imagem."

Questionado sobre a dinâmica que levou participantes a procurar moedas dentro do banheiro da mansão, ele confirmou que a cena foi planejada para causar impacto.

"Foi uma cena para chocar. O papel estava limpo, amassado. A gente colocou ali justamente para chamar atenção", revelou.

Eliezer também revelou que o departamento jurídico alertou que o formato poderia gerar problemas, mas, ainda assim, o casal decidiu seguir em frente.

"O jurídico alertou. Falou que era arriscado. Sim [gente decidiu correr o risco]."

Apesar da investigação aberta pelo MPT e das críticas recebidas desde a estreia, o influenciador afirmou que não se arrepende de ter usado um formato controverso para discutir o tema, embora admita que não esperava enfrentar consequências dessa proporção.

"Nunca passou pela minha cabeça que chegaria ao Ministério Público. Isso realmente me assustou. Eu confesso que fiquei assustadíssimo. Agora é assumir os riscos", finalizou.

Confira a entrevista completa:


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