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MÉDICO DO FANTÁSTICO

Drauzio Varella condena ações de Bolsonaro na pandemia e em NY: 'Escárnio'

DIVULGAÇÃO/ GLOBO/ DIVULGAÇÃO/ALAN SANTOS/PLANALTO

Drauzio Varella usa máscara cirúrgica e veste camisa branca; no lado direito da montagem, Jair Bolsonaro discursa na ONU

Drauzio Varella condena Jair Bolsonaro por postura inadequada nos Estados Unidos

LUIZA LEÃO

luiza@noticiasdatv.com

Publicado em 23/9/2021 - 16h39

O médico Drauzio Varella condenou as ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia da Covid-19 e a postura do chefe do Poder Executivo em Nova York, onde esteve para discursar na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). "Nós estamos servindo de escárnio para o mundo inteiro. O Brasil está sendo tratado como um país de indigentes", disse o oncologista em entrevista ao Notícias da TV.

Desde que a pandemia foi deflagrada, em março de 2020, cientistas, médicos, profissionais da saúde e a imprensa se uniram para levar informação à população, sempre com alertas sobre o novo vírus e em concordância com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O consultor do Fantástico acredita que esses trabalhadores, ao contrário do presidente, souberam conduzir a pandemia com seriedade. "O Brasil, do ponto de vista oficial, se comportou muito mal nessa pandemia. As pessoas dizem que o presidente é negativo. Não, ele é um ativista. Ele faz de tudo para disseminar o vírus", argumentou Varella.

Entre as ações negativas elencadas pelo médico, e vistas pela população, estão a recusa ao uso de máscara, a defesa da aglomeração e o retardo na compra de vacinas, que só foi disponibilizada após pressão popular. "E o presidente até hoje se nega a tomar a vacina! Olha a vergonha que nós estamos passando nos Estados Unidos", indignou-se.

Vergonha a ponto de o presidente da República de um país continental como o Brasil, um país da importância geopolítica do Brasil, ser proibido de entrar em uma pizzaria [...] Nós estamos servindo de escárnio para o mundo inteiro. O Brasil está sendo tratado como um país de indigentes, e isso é muito triste".

Varella se referiu ao fato de o presidente e sua comitiva não terem sido autorizados a fazer uma refeição dentro de um restaurante por estarem sem o comprovante de vacinação.

Ditadura versus Bolsonaro

O médico de 78 anos comparou o atual cenário político e da Saúde com o período da Ditadura Militar. Na visão do profissional de saúde, os anos do regime totalitário de 1964 a 1985 foram mais empáticos no que diz respeito aos mais pobres do que o governo Bolsonaro.

"Naquela época, eram ditadores, havia tortura, morte, tudo. Mas os governantes eram pessoas que tinham alguma relação com o país. Eu não sei te explicar direito, mas tinha alguma empatia com o sofrimento dos mais pobres, com as dificuldades que e vida no país apresentava. Agora nós perdemos completamente toda a decência", compara. 

Ainda que os tempos sejam sombrios, Drauzio Varela é otimista com o futuro. É que por mais que a gestão de Jair Bolsonaro seja legítima e tenha apoiadores, a parcela que a defende ainda é pequena.

"Tem uma parte da sociedade brasileira apreciável, ao redor de 20%, que acha que isso está certo, que está ótimo, que estamos muito bem representados [...] É triste imaginar que tem tanta gente equivocada assim no país. Mas a maioria não pensa dessa forma. A maioria das pessoas é decente, tem empatia com os outros, procura ajudar os outros que precisam. Vai mudar", estimou Drauzio Varella.

TDAH no Fantástico

Após quase um ano e meio dedicada à pandemia da Covid-19 e doenças correlacionadas, como a depressão e a ansiedade, a revista eletrônica virou a pauta na saúde e estreou uma série sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Desde o último domingo (19), Drauzio Varella tem se aprofundado no transtorno no especial Tudo ao Mesmo Tempo.

De acordo com o médico e colunista do Fantástico, a ideia de fazer a série partiu da produção do programa e foi justificada pelo elevado número de casos de pessoas com TDAH e à falta de informações sobre a temática. Comum nas crianças, o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, como no exemplo do cantor Fiuk, que concedeu entrevista à série.

"A produção foi atrás dele e funcionou bem, né? Porque ele é um menino sincero, falou verdadeiramente. Foi bem interessante a participação dele. Você olha e pensa, esse menino tem tudo na vida. É filho de pais famosos, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra", explicou.

Após a repercussão e a identificação com o primeiro episódio do especial, Varella revelou ter sentido "um pequeno problema intelectual". "A gente diz que as estatísticas mostram que apenas 5% das crianças têm TDAH. Eu fiquei pensando que talvez seja um tipo de transtorno mais frequente, justamente pelo interesse que causou", admitiu o médico.

Confira a entrevista em vídeo:


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