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SORTE?

Debora Bloch diz que Odete em Vale Tudo não foi 'presente': 'Trabalho de anos'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Debora Bloch como Odete Roitman em cena de Vale Tudo

Debora Bloch em Vale Tudo: atriz foi um dos destaques da teledramaturgia de 2025 como Odete

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 26/11/2025 - 13h45

Debora Bloch, um dos grandes destaques da teledramaturgia no ano por viver Odete Roitman no remake de Vale Tudo (2025), não acha que a oportunidade foi exatamente uma "sorte". Para a atriz, a chance é o resultado de um "trabalho de anos". Inicialmente, a personagem estava cotada para ir para as mãos de Fernanda Torres, que recusou devido à campanha bem-sucedida ao Oscar de Ainda Estou Aqui (2024).

Filha do também ator Jonas Bloch, Debora tem em seu currículo novelas como Cambalacho (1986), o longa Bete Balanço (1984) e o humorístico TV Pirata (1988-1992). Ao todo, são 45 anos de carreira. "Não acho que foi exatamente um presente. Até poderia dizer isso, mas penso que foi o resultado de anos. E também uma 'sorte' que pintou justamente porque eu estava mais preparada, então pude saborear", disse a atriz, em entrevista à revista GQ.

Todavia, se depender de Debora, Odete não ficará "grudada" em sua atuação, algo como o que aconteceu com Beatriz Segall (1926-2018), a Odete Roitman original, que ficou marcada até o fim de sua carreira como a personagem icônica escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.

"A personagem não grudou em mim. Na verdade, é mais difícil entrar nela do que me desvencilhar", explicou. "Era muito cruel e não passo pano, não. Achava desagradável precisar falar tudo aquilo. Porém, é importante entender a função da Odete na trama e na sociedade. Ela representa uma elite excludente, conservadora e preconceituosa que continua aí", disse Debora.

Para a atriz, a repercussão gerada pela trama é inegável, mesmo que nem sempre os comentários sejam elogiosos. Debora contou que, durante uma ponte aérea, foi abordada por um fã que perguntou se ela havia aprovado o final polêmico do remake --desta vez, com Odete viva. "Respondi que sim, mas ele seguiu insistindo. Percebi que ele não tinha gostado, mas não queria falar", revelou.

Assim como na versão original, o mistério de "quem matou Odete Roitman" foi sustentado até o fim. Um dos fatores que explicam a escolha por deixar a vilã sobreviver ao tiro de Marco Aurélio (Alexandre Nero) pode ser a popularidade incomum que a personagem alcançou entre os espectadores. À época, uma pesquisa do Datafolha sobre o remake revelou que apenas 4% do público gostaria de ver Odete morta.

Para a atriz de 62 anos, um motivo para a vilã "ganhar pontos" com os espectadores foi a ressignificação da imagem da mulher sexagenária. "Antigamente, uma mulher da minha idade acabava descartada. Hoje, uma mulher de 60 anos não é mais uma avó que fica tricotando em casa. Se quisermos, podemos ser, mas não nos vemos mais restritas a isso", apontou.

"Ainda não nos acostumamos a ver uma mulher que escolhe os seus parceiros sexuais e domina as relações. Por isso, cabe à arte dizer: 'O mundo é assim, mas pode ser diferente'", defendeu a atriz.


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