PRESSÃO ESTÉTICA

Cris Vianna rechaça padrão de beleza da época de modelo: 'Achava que estava feia'

CÉSAR DIÓGENES/TV GLOBO

Cris Vianna caracterizada como Maíra em Arcanjo Renegado, posando em frente a um microfone com feição séria e blazer branco

Cris Vianna em Arcanjo Renegado; atriz falou sobre padrões estéticos que enfrentou na vida

REDAÇÃO

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Publicado em 27/8/2026 - 8h40

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Cris Vianna revisitou a época em que trabalhava como modelo e reconheceu que precisou lidar com fortes cobranças estéticas para conseguir espaço na profissão. Aos 49 anos, a atriz olha para aquele período com outra perspectiva e rejeita a necessidade de se encaixar em um padrão que, segundo ela, determinava até o tamanho das roupas que deveria vestir.

  • Entenda a notícia:
  • Pressão estética: Cris Vianna relembrou dietas severas da época de modelo e rejeita a busca pelo manequim 36 aos 49 anos.
  • Racismo no mercado: A atriz apontou a falta de diversidade na moda e ressaltou que o combate ao racismo sempre pautou sua trajetória.
  • Autoaceitação: Cris prioriza o bem-estar, recusa cobranças sobre o próprio corpo e defende o fim do julgamento estético entre mulheres.

"Eu era uma caveirinha, achava que estava feia, e naquela época eu fazia dieta porque estava 'fora do peso'", contou em entrevista à revista Quem. Ela revelou que buscava chegar ao manequim 36 para ter acesso a determinados trabalhos. "Hoje eu não vou chegar no 36, eu não vou tentar. Não faz mais sentido caber nesse padrão, porque não é mais o lugar que eu vivo", afirmou.

Cris explicou que a pressão estava diretamente relacionada às oportunidades profissionais. Segundo ela, os tamanhos 36 e 38 eram vistos como referência para quem queria trabalhar nas passarelas. "Ninguém me obrigava, mas o padrão era vestir 36, 38, se não, você está fora, não trabalha", relatou.

"Eu queria caber no 36 porque eu queria fazer aquele desfile, sonhava em pegar aquele trabalho e, para mim, era muito positivo se eu conseguisse, tanto financeiramente como em projeção da minha carreira de modelo", explicou.

A experiência também envolveu dietas que atualmente a intérprete considera muito pesadas. "Eu fiz algumas dietas que eu entendo serem severas, que hoje em dia não faria. E eu nem conto qual é para não dar ideia. E isso era receitado em revista!", lamentou.

Ao falar sobre os padrões que enfrentava, Cris também destacou a questão racial presente na indústria da moda. "Eu tinha que caber, não digo nem no padrão estético, porque, sinceramente, eu era uma modelo preta, e o padrão de beleza sempre foi a mulher branca, todo mundo sabe disso. Mas eu tinha que caber na roupa", comentou.

Para ela, essa realidade fazia parte de um contexto maior que atravessou sua carreira. A atriz disse que o racismo é um assunto do qual não conseguiu se afastar profissionalmente.

"Nunca existiu na minha vida a possibilidade de ser artista sem que a mídia me abordasse falando de racismo. Nem a mim, nem a muitas pessoas que eu conheço", avaliou. "A gente nunca é isento de falar de racismo. Eu, na minha carreira inteira, tive que falar de racismo."

Sem pressão

Com o passar dos anos, Cris disse que passou a não dar espaço para cobranças relacionadas ao corpo. "Eu vou buscar viver, me olhar no espelho, gostar, me cuidar e seguir a minha vida", afirmou. Ela também evita julgar outras mulheres pela aparência e defende uma postura baseada no respeito.

"Eu não dou muito espaço para ninguém ficar me pressionando para nada. Eu não sou essa mulher. Também não sou mulher de criticar as pessoas sobre isso, acho isso praticamente cafona, você ficar achando coisas no corpo da colega. Você não tem que achar nada. Tem que respeitar e pronto", declarou.

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