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MUDANÇA DE RUMO
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Claudia Raia no podcast Vida Longa; atriz relembrou fama de 'gostosa' e virada na carreira
Claudia Raia relembrou uma decisão importante que tomou no início da carreira para evitar ficar marcada apenas pela imagem de símbolo sexual. Em entrevista ao podcast Vida Longa, a atriz contou que refletiu sobre o futuro profissional e decidiu usar a fama que tinha nos anos 1980 como uma ferramenta para conquistar espaço e mostrar seu talento na comédia e na dramaturgia.
Ao falar sobre o período em que era vista como sex symbol, a artista afirmou que seu corpo sempre chamou a atenção do público. "Meu corpo sempre foi uma referência. [Era vista como] a 'gostosa', 'sex symbol', a 'bunda'...", comentou.
A atriz também falou sobre a genética da família e destacou que herdou características físicas da mãe. "Minha mãe morreu com 95 anos lúcida e a bunda lá em cima, porque tinha uma bunda que era uma loucura. A perna dela não era enrugada, tinha divisão do quadríceps e do femoral. Aquela bunda, Jesus! Eu e minha irmã temos essa bunda", brincou.
Claudia ressaltou, no entanto, que também dedica tempo aos cuidados com o corpo. "Agora, cultuada e trabalhada, porque não dá para você desdenhar da bunda, perde no banho. Se você não fizer um treino metabólico, sem espaço entre uma série e outra, não funciona. Então, é uma bunda construída, ninguém me deu essa bunda."
Durante a conversa, a atriz revelou que chegou a questionar qual caminho gostaria de seguir profissionalmente. Segundo ela, a reflexão aconteceu quando integrava o elenco do humorístico Viva o Gordo (1981-1987), comandado por Jô Soares (1938-2022).
"Me lembro do dia que pensei isso: estava fazendo Viva o Gordo, programa com Jô Soares, onde comecei na TV, e eu era uma das 'gostosas' do programa, porque era assim que funcionava, e pensei: 'Eu quero ser um sex symbol? Minha carreira vai acabar aos 30 anos. Ou eu quero ser uma atriz, que até os 95 anos vou estar representando? Eu quero ser uma atriz'", recordou.
Claudia também revelou que acreditava enfrentar preconceitos por causa da própria aparência. "Mas ninguém vai acreditar que eu tenho talento, porque sou bonita, sou grande, sou sexy", pensou na época. Ela acrescentou que decidiu transformar a imagem que tinha em uma vantagem para conquistar papéis e provar seu talento.
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Claudia Raia no Viva o Gordo e na TV Pirata
"Vou ter que usar a minha bunda ao meu favor para conseguir chegar onde eu quero --e assim eu fiz. Usei, na verdade, o meu 'physique', que era uma mulher diferente, muito grande, muito vistosa, para conseguir os papéis para me mostrar como atriz", explicou.
A atriz afirmou que a mudança de percepção começou a acontecer após sua participação na TV Pirata (1988-1992). Ela relembrou que insistiu para interpretar Tonhão, personagem que ajudaria a desconstruir a imagem de símbolo sexual.
"Ele falou: 'Mas você é um símbolo sexual'. [Respondi:] 'E daí? Justamente por isso. Quero desconstruir'", contou sobre uma conversa com o diretor Guel Arraes.
Ao final, Claudia resumiu a estratégia adotada no início da carreira. "Então, eu usei minha bunda, não vou mentir não. Usei estrategicamente a minha bunda. Mas, depois, ela virou apenas um acessório", concluiu.
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