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ESTRATÉGIA DA DEFESA

Caso Deolane: Polícia nega irregularidades em água após recusa de prisão domiciliar

Reprodução/TV Globo

Frame de uma entrevista em que Deolane Bezerra está com um semblante sério

Deolane Bezerra: Defesa questionou as condições da penitenciária em que a advogada está presa

MATHEUS QUEIROZ

matheus@noticiasdatv.com

Publicado em 7/7/2026 - 16h59

A PPESP (Polícia Penal do Estado de São Paulo) se manifestou após a defesa de Deolane Bezerra solicitar laudos ambientais para atestar a qualidade da água da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Foi uma das estratégias para solicitar transferência para uma acomodação especial ou a conversão para prisão domiciliar. No entanto, o pedido foi negado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) nesta terça-feira (7).

Em nota enviada ao Notícias da TV, a PPESP afirma que a água consumida pelos detentos e pelos funcionários é submetida a análise laboratorial frequente. O laudo de potabilidade, que atesta se a água é própria para consumo, é solicitada anualmente pelo Juiz Corregedor.

O mais recente laudo é de dezembro do ano passado e, segundo o órgão, apresentou resultados em conformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.

A Polícia também afirma que "não há registro de ocorrência, atendimento médico, notificação ou qualquer outro relato que indique a existência de problemas de saúde associados ao consumo da água fornecida".

Além da qualidade da água, a defesa de Deolane também alegou que a cela em que a advogada está detida tem ventilação ruim, cheiro de tinta e muito barulho, feito por outras detentas. Eles também apontaram que a advogada tem diagnóstico de síndrome do pânico.

O MP-SP não constatou irregularidades na penitenciária, segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo. Não foram encontradas falhas de assistência médica, alimentação, higiene, abastecimento de água, segurança ou infestação por animais peçonhentos.

No mês passado, Daniele Bezerra declarou publicamente que havia uma infestação de escorpião na cela da irmã, outro ponto rebatido pela PPESP. O órgão informou que o local passou por dedetização e desratização em abril e não houve registros de animais peçonhentos.

Deolane foi presa em maio. Alvo da Operação Vérnix, a advogada virou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela nega envolvimento com o crime organizado e diz que transações financeiras com membros da facção são honorários por sua atuação como advogada criminalista.


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