(DES)CONTROLE

Carolina Dieckmmann fala sobre drama do alcoolismo em filme de Rosane Svartman

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Carolina Dieckmmann para o Fantástico

Carolina Dieckmmann para o Fantástico; atriz viveu o alcoolismo dentro da própria família

REDAÇÃO

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Publicado em 1/2/2026 - 23h01

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Carolina Dieckmmann precisou acessar um lugar de extrema vulnerabilidade para viver a protagonista alcoolista de (Des)controle, filme dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, que estreia em breve nos cinemas. Em entrevista ao Fantástico neste domingo (1), a atriz disse que sentiu uma certa "autoridade emocional" para tratar do tema sensível na tela grande.

"[A personagem] É uma mulher à beira de um ataque de nervos. Eu tenho uma história na minha família que me deu, assim, uma certa autoridade emocional, sabe? Me colocou num lugar que eu falei: 'eu tenho algo para falar sobre isso, íntimo'", disse ela.

A mãe de Carolina, Maíra Dieckmann, enfrentou problemas com álcool quando a atriz ainda era criança. No filme, ela vive Kátia, uma escritora que após ficar anos sem beber, tem uma recaída e luta para deixar novamente o vício do alcoolismo.

A trama, produzida por Iafa Britz, foi inspirada em experiências reais --inclusive da própria produtora. "Eu fiquei muitos anos sem beber, quase 14 anos, e eu tive uma recaída que foi muito severa. E durante a pandemia foi quando eu consegui voltar à minha sobriedade, à minha recuperação diária e tal. Eu fui aprendendo que é uma doença, uma doença que mata, mas antes de matar humilha", disse Iafa à reportagem.

"Comecei a escutar muitas histórias de homens e mulheres, muitas mães. Foi muito mais difícil falar porque a mãe portadora do alcoolismo, ela não é só alcoólatra: é irresponsável, é má, não ocupa o seu lugar de cuidadora.  Foi exatamente assim que eu me senti", desabafou a produtora.

Para a diretora Rosane Svartman, o filme serve tanto como um alerta como também um convite ao recomeço. "É uma doença que está muito presente numa sociedade que celebra a bebida o tempo todo", reconhece.

"Eu acho que esse filme, que trata dessa doença, que trata de saúde mental, que trata dessa mulher, que trata de tantos temas, principalmente para mim, celebra a vida. Porque tem uma pulsão de vida na personagem: ela quer viver", disse Rosane.


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